Uma rede suspeita de utilizar contas de terceiros, os chamados “laranjas”, para movimentar e ocultar dinheiro de origem ilícita foi alvo de uma operação realizada nesta quinta-feira (27) em cinco estados e no Distrito Federal.
Batizada de “Legado Oculto”, a ação ocorreu simultaneamente em Rondônia, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O objetivo é atingir a estrutura financeira de uma organização criminosa e identificar como o dinheiro era movimentado e escondido.
Rastro financeiro
As investigações começaram após um homicídio ocorrido em Caldas Novas, em Goiás. Durante o rastreamento das movimentações financeiras relacionadas ao caso, os investigadores encontraram indícios de uma estrutura de lavagem de dinheiro que teria operadores atuando em diferentes estados.
A suspeita é de que os envolvidos utilizavam contas bancárias de terceiros para dificultar a identificação da origem e do destino dos valores.
Segundo as investigações, mesmo após mudanças no nome do grupo criminoso, os envolvidos teriam mantido integrantes, métodos de atuação e conexões semelhantes.
Em Rondônia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigação.
Celulares, computadores e documentos foram recolhidos e deverão passar por análise pericial. O material pode ajudar a identificar outras pessoas envolvidas na movimentação dos recursos e esclarecer a dimensão da estrutura financeira investigada.
A operação integra a quarta edição da RENORCRIM, mobilização nacional voltada ao enfrentamento de organizações criminosas.
A partir dos dados obtidos durante as buscas, as autoridades devem aprofundar a investigação sobre a origem dos recursos, os responsáveis pela movimentação do dinheiro e as possíveis conexões entre os investigados.
O foco agora é justamente seguir o caminho que a organização teria tentado esconder: o rastro do dinheiro.