A rede estadual de saúde mental registrou 9.804 atendimentos entre janeiro e julho de 2026, envolvendo pacientes acompanhados por serviços especializados em psiquiatria, psicologia e atenção a pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.
O número corresponde aos atendimentos realizados pelo Caps AD III, Caps III e pela Policlínica Coronel Mota. Em todo o ano de 2025, as três unidades somaram 19.763 atendimentos.
Os dados mostram a demanda por acompanhamento especializado em saúde mental no estado. Os serviços atendem desde pessoas com transtornos mentais graves e persistentes até pacientes que enfrentam problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas.
A rede funciona de forma integrada com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), serviços especializados e hospitais. A Atenção Básica é considerada a principal porta de entrada para casos leves e moderados. Quando o quadro exige acompanhamento mais específico, o paciente pode ser encaminhado para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Atendimento para casos mais graves
O Caps III atende pessoas com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes, oferecendo acompanhamento contínuo, consultas, atividades terapêuticas e atendimento individual e em grupo.
Já o Caps AD III é voltado para pessoas que apresentam necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. O serviço também oferece acolhimento para situações que exigem acompanhamento mais intensivo.
No Caps III, o tratamento é organizado a partir do Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado de acordo com a realidade, as necessidades e os objetivos de cada paciente, com participação da família quando necessário.
Quando procurar atendimento
A orientação é que pessoas com sinais de sofrimento mental procurem inicialmente uma UBS. Nesses locais, equipes de saúde podem avaliar o caso e acompanhar situações de menor gravidade ou realizar o encaminhamento para serviços especializados.
Em situações de emergência, como surtos psicóticos, tentativas de suicídio ou crises relacionadas à abstinência, o atendimento deve ser buscado em uma unidade de urgência e emergência. Em Roraima, o Hospital Geral de Roraima (HGR) possui atendimento psiquiátrico 24 horas.
A estrutura também conta com leitos de saúde mental em hospitais gerais. De acordo com a Secretaria de Saúde, quando há necessidade de internação, a proposta é que ela ocorra pelo menor período possível, principalmente para estabilização do quadro.
A organização segue as diretrizes da Reforma Psiquiátrica brasileira, estabelecida pela Lei nº 10.216/2001, que prioriza o atendimento em serviços comunitários e a preservação dos vínculos familiares e sociais.