COLETA DE DNA: Amapá amplia coleta para ajudar a localizar pessoas desaparecidas

Serviço é permanente em Macapá e Santana e permite comparar o DNA de familiares com perfis de pessoas não identificadas em todo o país
Redação Imediato Online
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A coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas ganhou reforço no Amapá nesta terça-feira (26), como parte de uma mobilização nacional para ampliar o cadastro no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Seis meses depois do desaparecimento do pai, a santanense Zuleide Costa ainda convive com a incerteza de não saber onde ele está. Nesta terça-feira (26), ela procurou a sede da Polícia Científica do Amapá para fazer a coleta de DNA e cadastrar o perfil genético da família no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

O pai dela, Raimundo, desapareceu em fevereiro deste ano, dois dias depois de ser internado para tratamento do alcoolismo. Desde então, a família vive entre a esperança de encontrá-lo com vida e o medo de receber uma notícia diferente.

Ele desapareceu dois dias depois da internação e, desde então, a ansiedade é constante entre encontrá-lo com vida e a apreensão de, a qualquer momento, receber uma notícia ruim. E o pior é permanecer sem qualquer informação”, contou Zuleide.

Segundo ela, a orientação para procurar o serviço veio de um delegado da Polícia Civil. A coleta, feita a partir da mucosa da boca, passou a representar mais uma possibilidade de esclarecer o paradeiro do pai.

Como funciona a busca pelo DNA
A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional para ampliar o número de familiares cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos. A ação ocorre até sexta-feira (28), mas, no Amapá, o serviço não fica restrito ao período da campanha.

De acordo com a odontolegista Sarah Araújo, da Polícia Científica, familiares de pessoas desaparecidas podem procurar os postos de coleta de forma permanente.

Para participar, é necessário que exista um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento. O familiar deve comparecer a uma das unidades com um documento de identificação.

A coleta é simples e não exige jejum ou qualquer preparação prévia.

Um dos pontos importantes é que o desaparecimento não precisa ter acontecido recentemente. Também é possível realizar a coleta mesmo quando a pessoa desaparecida está sendo procurada em outro estado.

Isso acontece porque o perfil genético coletado no Amapá é inserido em uma base que permite a comparação com informações de todo o país.

DNA é comparado continuamente
Depois que o material genético da família é cadastrado, os dados passam a ser comparados continuamente com perfis genéticos de pessoas não identificadas, tanto vivas quanto mortas, cadastradas no sistema nacional.

Quando os peritos encontram uma correspondência entre os perfis, o resultado é chamado de “match”.

A partir dessa confirmação, um laudo é encaminhado à autoridade policial responsável pela investigação. O procedimento permite avançar na identificação da pessoa e, posteriormente, possibilita que a família seja comunicada.

Após a confirmação, os perfis genéticos utilizados para aquela identificação são retirados do sistema, conforme os procedimentos previstos para o banco.

Na prática, o mecanismo cria uma rede nacional de comparação que pode ajudar a solucionar casos de desaparecimento mesmo quando a pessoa é encontrada longe do estado onde a família fez o registro.

Onde fazer a coleta no Amapá
No Amapá, o serviço está disponível em Macapá e Santana.

Em Macapá, a coleta é realizada na Rua Floriano Waldeck, nº 1.469, no bairro São Lázaro.

Em Santana, o atendimento acontece na Avenida Lucena de Azevedo, s/n, no bairro Daniel.

Para realizar a coleta, o familiar deve apresentar documento de identificação e o boletim de ocorrência do desaparecimento.

A mobilização nacional também disponibilizou informações sobre os pontos de coleta existentes em outros estados. O Ministério da Justiça e Segurança Pública mantém uma relação com endereços e contatos das instituições periciais participantes.

Confira a relação nacional de pontos de coleta

Uma amostra que pode ajudar a encerrar uma espera
Para famílias como a de Zuleide, o procedimento representa mais do que uma coleta de material biológico. É uma tentativa de transformar uma espera marcada pela falta de respostas em uma possibilidade concreta de identificação.

Enquanto Raimundo continua desaparecido, o DNA da família passa a integrar uma rede que busca justamente encontrar correspondências entre pessoas sem identificação e familiares que ainda procuram por respostas.

 

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