Acusado de matar Sara Raabe é julgado nesta quinta-feira em Belém

Ministério Público sustenta acusação por homicídio, estupro, cárcere privado e ocultação de cadáver e pede pena máxima para réu confesso
Redação Imediato Online
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O julgamento de Cleiton de Oliveira Gomes, acusado de matar a menina Sara Raabe Silva do Nascimento, de 5 anos, entra nesta quinta-feira (13) em sua fase decisiva, em Belém. O júri popular é conduzido pela 2ª Promotoria do Tribunal do Júri, que sustenta a condenação do réu por quatro crimes: homicídio, estupro, cárcere privado e ocultação de cadáver.

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O promotor de Justiça Edson Sousa representa o Ministério Público na acusação e busca a pena máxima para o réu. Caso os jurados acolham todas as teses apresentadas pela promotoria, a condenação poderá ultrapassar 30 anos de prisão.

Apesar de ter confessado o assassinato de Sara, Cleiton nega os demais crimes. Durante o processo, ele afirmou que estava sob forte efeito de drogas no momento dos fatos e alegou não se lembrar de detalhes do que teria acontecido.

A versão, porém, é contestada pelo Ministério Público. Para a acusação, a dinâmica do crime, incluindo o sequestro e a privação da liberdade da criança, demonstra que o réu tinha consciência dos atos praticados.

O julgamento acontece em Belém após a Justiça determinar o desaforamento do processo, retirando o júri de Altamira. A medida foi adotada diante da grande repercussão e comoção provocadas pelo caso na cidade, com o objetivo de garantir a imparcialidade dos jurados.

Relembre o caso
Sara Raabe desapareceu em 18 de setembro de 2024, quando tinha apenas 5 anos. A menina brincava nas proximidades de um córrego e de um balneário no Ramal Cupiúba, a cerca de cinco quilômetros do centro de Altamira, no sudoeste do Pará.

Quatro dias depois, o corpo da criança foi localizado em uma área de mata próxima ao bairro Viena. Cleiton de Oliveira Gomes foi detido por populares e posteriormente confessou o crime, indicando às autoridades o local onde havia deixado o corpo da menina.

O caso provocou forte comoção em Altamira e mobilizou equipes de segurança e moradores durante as buscas pela criança.

Fala do promotor
O promotor de Justiça Edson Sousa explica a estratégia do Ministério Público diante da confissão parcial do réu, contesta a alegação de falta de memória provocada pelo uso de drogas e reforça o pedido de pena máxima. A expectativa é de que o veredito dos jurados seja conhecido ainda nesta quinta-feira, até as 14h.

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