URGENTE: Tambaqui entra na lista de espécies vulneráveis e pode ter pesca suspensa

A medida foi adotada após estudos apontarem uma redução estimada de aproximadamente 43% na população da espécie ao longo de três gerações.
Redação Imediato Online
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O tambaqui, um dos peixes mais importantes para a alimentação, a cultura e a economia da Região Norte, vive um momento de alerta. Desde abril de 2026, a espécie passou a integrar a lista oficial da fauna aquática ameaçada de extinção, na categoria “Vulnerável”, após ser incluída pelo Ministério do Meio Ambiente por meio da Portaria nº 1.666.

A classificação coloca o tambaqui no centro de uma discussão que envolve preservação ambiental, atividade pesqueira e sobrevivência econômica de comunidades amazônicas. A medida foi adotada após estudos apontarem uma redução estimada de aproximadamente 43% na população da espécie ao longo de três gerações.

Entre os principais fatores associados à queda está a pesca excessiva registrada nas últimas décadas. Outro ponto apontado é a falta de informações consolidadas sobre a produção de tambaqui em sistemas de aquicultura, o que dificulta a obtenção de um diagnóstico mais preciso sobre a população existente e a pressão exercida sobre os estoques naturais.

Com a inclusão do tambaqui na lista de espécies ameaçadas, o governo estabeleceu um prazo até o fim de outubro para a elaboração de um plano de recuperação da espécie. O objetivo é definir medidas capazes de reduzir os impactos sobre os estoques naturais e contribuir para a recuperação da população.

Caso as medidas consideradas necessárias não sejam aprovadas dentro do prazo estabelecido, existe a possibilidade de suspensão da pesca do tambaqui em todo o território nacional. A eventual proibição seria adotada como uma medida de proteção para evitar uma redução ainda maior dos estoques.

A possibilidade de restrições, porém, preocupa representantes do setor pesqueiro e comunidades que dependem diretamente da atividade para garantir renda e alimentação.

A classificação do tambaqui como espécie “Vulnerável” também é alvo de questionamentos por parte de pesquisadores e representantes do setor. Uma das principais críticas está relacionada à metodologia utilizada nos levantamentos populacionais.

Segundo os questionamentos apresentados, os estudos não teriam considerado de maneira abrangente a presença de tambaquis em áreas protegidas, como unidades de conservação e territórios indígenas. A ausência desses dados poderia influenciar as estimativas sobre o tamanho real da população da espécie.

Informações preliminares indicam que aproximadamente 61% dos exemplares de tambaqui estariam localizados fora dessas áreas protegidas. Por isso, pesquisadores defendem a ampliação dos levantamentos e a produção de dados mais completos antes da adoção de medidas que possam afetar diretamente a pesca.

Além da preocupação ambiental, uma eventual suspensão da pesca do tambaqui pode provocar consequências econômicas para milhares de famílias que dependem da atividade na Amazônia.

O peixe possui forte presença na alimentação regional e representa uma importante fonte de renda para pescadores, comerciantes e outros trabalhadores ligados à cadeia produtiva. Uma restrição ampla poderia afetar desde a captura e comercialização até o abastecimento dos mercados consumidores.

O desafio, portanto, é encontrar um equilíbrio entre a preservação da espécie e a manutenção da atividade econômica das comunidades que dependem do tambaqui.

Com o prazo para a elaboração do plano de recuperação se aproximando, o debate deve ganhar força nos próximos meses. A expectativa é que novos estudos e informações sobre os estoques naturais contribuam para definir quais medidas serão adotadas para proteger o tambaqui sem provocar impactos desproporcionais sobre as populações que vivem da pesca na região.

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