A técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, investigada por tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), deixou a prisão nesta quarta-feira (29). A medida foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que concedeu habeas corpus e substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária.
De acordo com a decisão, Auricélia permanecerá em prisão domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto recebe acompanhamento psiquiátrico especializado.
Segundo a defesa, a mudança no regime de prisão levou em consideração o estado de saúde mental da investigada. O advogado Tiago Carvalho Moreira informou que ela foi diagnosticada com um transtorno psiquiátrico e necessita de tratamento específico.
Em nota, a defesa afirmou que o Tribunal reconheceu a existência de um fato superveniente relevante, relacionado ao diagnóstico médico, e entendeu que a investigada pode receber o tratamento adequado sem prejudicar o andamento das investigações.
Conselho apura conduta profissional
Além da investigação criminal, o Conselho Regional de Enfermagem instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis infrações ao Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. O processo irá avaliar se a conduta da técnica violou normas e deveres da profissão.
Relembre o caso
O caso ocorreu no dia 6 de julho deste ano, na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, localizada na zona Leste de Teresina.
Segundo a investigação, Auricélia abordou a tia de uma recém-nascida e informou que levaria a bebê para a realização de exames de rotina, como o teste do pezinho e o teste da orelhinha.
Imagens das câmeras de segurança registraram a movimentação da investigada dentro da unidade de saúde. Conforme a apuração, ela entrou em uma sala com a criança e, poucos minutos depois, saiu do local sem a bebê, carregando uma bolsa preta de grande porte.
Na sequência, a mulher entrou em um banheiro, onde também teria trocado de roupa e soltado os cabelos, conforme mostram as imagens analisadas pela investigação.
Pouco depois, a tia da recém-nascida desconfiou da situação, abordou Auricélia e abriu a bolsa que ela carregava, encontrando a criança em seu interior. A ação da familiar impediu que a bebê fosse retirada da maternidade.
Auricélia foi presa no dia 8 de julho, logo após receber alta de uma clínica psiquiátrica em Teresina. As investigações sobre o caso seguem em andamento.
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