O criador de conteúdo conhecido como Fábio da Pesca usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre a realidade dos trabalhadores que vivem da colheita do açaí na região de Abaetetuba, no Pará. No vídeo, ele relata a rotina pesada dos produtores e demonstra indignação com a diferença entre o valor pago a quem retira o fruto da palmeira e o preço cobrado ao consumidor final.
Enquanto o açaí é conhecido como o “ouro negro” da Amazônia e chega a alcançar valores elevados em diversas regiões, quem está na base da cadeia produtiva enfrenta dificuldades para garantir uma renda justa. Segundo Fábio, sua “maior revolta” é ver o esforço dos trabalhadores não ser acompanhado pela valorização do produto.
O peso do trabalho no igapó
No relato, Fábio mostra a rotina de um produtor que, por volta das 11h30 da manhã, já havia colhido oito latas de um açaí de alta qualidade, descrito como “pretinho” e “top”. Além do trabalho de subir nas palmeiras e retirar o fruto, ele destaca o esforço para transportar a produção pelo igapó, onde as condições de deslocamento tornam a atividade ainda mais difícil.A indignação apresentada no vídeo envolve também os valores recebidos pelos trabalhadores:
Preço da lata de açaí no Marajó: cerca de R$ 20,00; Divisão pelo sistema de “meia”: o produtor fica com apenas R$ 10,00 por lata; Produção mostrada no vídeo: oito latas colhidas, totalizando aproximadamente R$ 80,00 pelo trabalho realizado.
“Valorização” do açaí
Fábio questiona por que o fruto alcança preços tão altos para o consumidor, mas continua sendo pouco valorizado para quem enfrenta as dificuldades da colheita no interior do Pará.
O criador de conteúdo chama atenção para a importância de discutir a remuneração dos trabalhadores que estão na origem de uma das cadeias produtivas mais importantes da Amazônia e convida os seguidores a refletirem sobre quanto custa o açaí em suas cidades e quanto realmente chega às mãos de quem produz.