Naufrágio de balsa na Guiana deixa 53 mortos e Governo informa que não há expectativas de novos sobreviventes

De acordo com o primeiro-ministro Mark Phillips, 76 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto outras 53 foram localizadas mortas
Redação Imediato Online
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Ao menos 53 pessoas morreram após o naufrágio de uma balsa que transportava mais de 100 passageiros na costa da Guiana. A informação foi confirmada pelo governo do país nesta terça-feira (21), que também informou não haver mais expectativa de encontrar sobreviventes.

A embarcação afundou na noite de sábado (18), poucas horas depois de deixar Georgetown, capital do país. O trajeto previa um percurso pelo mar antes da entrada em um rio com destino a Port Kaituma, no interior do território.

Divulgação/Hon. Prime Minister Brigadier Mark Phillips

De acordo com o primeiro-ministro Mark Phillips, 76 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto outras 53 foram localizadas mortas. A partir de agora, as equipes de resgate devem concentrar esforços na recuperação de corpos, com apoio de mergulhadores da Guiana e da Guiana Francesa.

As buscas começaram ainda na madrugada de domingo (19), após um pedido de socorro ser emitido. O governo ampliou a área de procura para aproximadamente 2.100 quilômetros quadrados, diante da complexidade da região.

Estimativas oficiais indicam que a balsa transportava cerca de 179 pessoas, número superior aos 133 passageiros registrados na lista oficial de embarque. A divergência levanta a suspeita de que havia ocupantes viajando sem registro.

O acidente é considerado uma das maiores tragédias recentes da Guiana, país de língua inglesa na América do Sul com população inferior a 1 milhão de habitantes. O destino da embarcação, Port Kaituma, fica na região de Essequibo, uma área de difícil acesso no interior da floresta.

A região de Essequibo, com cerca de 160 mil quilômetros quadrados e rica em petróleo, é administrada pela Guiana há mais de um século, mas é alvo de disputa territorial com a Venezuela.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela manifestou solidariedade às vítimas e afirmou acompanhar a situação. O governo venezuelano também desejou sucesso às equipes envolvidas nas operações de resgate.

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