Mesmo após o Governo do Amazonas realizar o repasse de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a circulação dos ônibus em Manaus continua limitada a 80% da frota. A informação foi confirmada pelo sindicato na noite desta terça-feira (21), que informou que a operação parcial deve permanecer até que os salários dos rodoviários sejam efetivamente creditados nas contas dos trabalhadores.
O vice-governador Serafim Corrêa divulgou nas redes sociais o comprovante da transferência dos recursos, afirmando que o pagamento foi realizado com o objetivo de garantir a normalização do transporte coletivo na capital.
Apesar do repasse, representantes dos trabalhadores informaram que a frota continuará reduzida até que o pagamento seja concluído. Com isso, milhares de passageiros ainda devem enfrentar longos intervalos entre os ônibus, superlotação e atrasos nos deslocamentos.
Serafim Corrêa divulga comprovante de pagamento de R$ 18 milhões ao Sinetram nas redes sociais
Na noite de segunda-feira (20), o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) declarou abusiva a paralisação dos rodoviários e determinou que 80% da frota permanecesse em circulação durante a greve.
A decisão também estabeleceu uma multa de R$ 120 mil por hora caso a determinação fosse descumprida pelo sindicato.
Na manhã desta terça-feira, os ônibus começaram a deixar as garagens por volta das 4h40, atendendo à decisão judicial. Ainda assim, a redução de 20% da frota continuou impactando diretamente a rotina da população.
A paralisação total registrada na segunda-feira provocou um verdadeiro caos em Manaus. Muitos trabalhadores levaram horas para retornar para casa, enfrentaram pontos de ônibus lotados e, em diversos casos, precisaram recorrer a aplicativos de transporte, elevando os custos do deslocamento.
Mesmo com a liberação dos recursos pelo Governo do Estado, os usuários do transporte coletivo continuam sofrendo os reflexos da greve. Com apenas 80% dos veículos em operação, o tempo de espera nas paradas permanece maior, os ônibus seguem lotados e muitos passageiros precisam sair de casa mais cedo para conseguir chegar aos compromissos no horário.
A expectativa é de que a circulação volte a ser totalmente normalizada somente após a confirmação do pagamento dos salários dos motoristas e cobradores.