Espanha e Argentina decidem a Copa do Mundo 2026 em final histórica nos Estados Unidos

Passado, presente e futuro do futebol estarão frente a frente neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
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A Copa do Mundo de 2026 chega ao fim neste domingo (19) com uma decisão inédita. Espanha e Argentina disputam o título mundial no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em um confronto que reúne duas das principais seleções da atualidade e coloca frente a frente Lionel Messi e Lamine Yamal, representantes de duas gerações do futebol mundial.

De um lado, a Espanha tenta conquistar o bicampeonato mundial. Do outro, a Argentina busca o tetracampeonato e pode entrar para um grupo seleto da história caso levante a taça pela segunda Copa consecutiva. Apenas Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram vencer duas edições seguidas do Mundial.

O duelo também marca o encontro entre o presente e o futuro do futebol. Aos 39 anos, Lionel Messi disputa mais uma final de Copa do Mundo e pode ampliar ainda mais sua coleção de feitos. Já Lamine Yamal, de apenas 19 anos, chega como uma das grandes revelações do futebol mundial e principal destaque da renovação espanhola.

Messi elogia Yamal, mas manda recado
Na véspera da decisão, Lionel Messi fez elogios ao jovem espanhol, considerado por ele um dos melhores jogadores do mundo atualmente. O camisa 10 argentino também relembrou a famosa fotografia em que aparece dando banho em Yamal ainda bebê.

Apesar do carinho, deixou claro que a Argentina fará de tudo para impedir o brilho do atacante na final.

“Espero que ele tenha uma carreira brilhante, mas não nesta final”, afirmou Messi.
O argentino também disse encarar mais uma decisão com naturalidade e destacou que as derrotas ao longo da carreira contribuíram para sua evolução como atleta e como pessoa.

Uma final repleta de histórias
Além da disputa pela taça, o confronto reúne personagens curiosos.

Lamine Yamal nasceu na Espanha, é filho de pai marroquino e mãe da Guiné Equatorial e poderia defender outra seleção, mas escolheu a Espanha.

Messi, que se mudou ainda criança para Barcelona, também tinha condições de representar a seleção espanhola, mas foi convocado precocemente pela Argentina.

Outro exemplo é Nico Paz. Nascido em Tenerife, na Espanha, o meia preferiu vestir a camisa argentina, seguindo os passos do pai, Pablo Paz, ex-zagueiro da Albiceleste. Formado pelo Real Madrid, o jogador atualmente atua no Como, da Itália, e disputa sua primeira Copa do Mundo.

Pela Espanha, Aymeric Laporte fez toda a base pela França antes de se naturalizar espanhol em 2021.

Já Giuliano Simeone nasceu em Roma, durante o período em que seu pai, Diego Simeone, jogava na Lazio, mas sempre escolheu representar a Argentina.

Espanha aposta na força coletiva
A seleção comandada por Luis de la Fuente chega embalada para a decisão. São 37 partidas de invencibilidade, melhor defesa da Copa — apenas um gol sofrido em sete jogos — e nenhuma desvantagem no placar durante todo o torneio.

A equipe eliminou a França com autoridade na semifinal e aposta na posse de bola, na organização tática e na intensidade para conquistar o segundo título mundial.

Um dos destaques é Marc Cucurella, titular absoluto da lateral esquerda.

Fora de campo, o espanhol também chama atenção pela história de vida. O diagnóstico de autismo do filho Mateo mudou completamente as prioridades da família. Conhecido pelas brincadeiras e provocações, Cucurella prometeu tatuar o rosto do técnico Luis de la Fuente caso a Espanha seja campeã do mundo.

Argentina quer fazer história
Atual campeã mundial, a Argentina vive uma das fases mais vitoriosas de sua história sob o comando de Lionel Scaloni.

Depois de quase três décadas sem títulos entre 1993 e 2021, a seleção conquistou quatro troféus desde a chegada do treinador e agora disputa sua quinta final.

Na Copa de 2026, a campanha foi marcada por emoção. A equipe venceu todos os sete jogos, incluindo três viradas consecutivas no mata-mata contra Egito, Suíça e Inglaterra. Na semifinal, Lautaro Martínez marcou o gol da classificação nos minutos finais diante dos ingleses.

Além do título, Messi ainda disputa a artilharia da competição.

O camisa 10 precisa marcar pelo menos dois gols para igualar Kylian Mbappé, que terminou o Mundial com dez gols. Caso ambos terminem empatados em gols e assistências, o critério de desempate será o menor tempo em campo.

Encontro de duas escolas do futebol
A decisão também simboliza o encontro de duas seleções que compartilham influências.

Lionel Scaloni construiu grande parte da carreira na Espanha, onde fez cursos da Federação Espanhola e teve Luis de la Fuente como um de seus instrutores.

Hoje, ambos comandam equipes que valorizam posse de bola, organização e intensidade.

Dos 52 jogadores convocados para a decisão, 24 atuam na La Liga, reforçando a forte conexão entre as duas seleções.

Finalíssima virou final de Copa
Curiosamente, Argentina e Espanha deveriam ter se enfrentado meses antes na Finalíssima, entre as campeãs da Copa América e da Eurocopa.

O duelo acabou cancelado por questões logísticas relacionadas ao agravamento do conflito no Oriente Médio.

Agora, o reencontro acontece justamente na maior competição do futebol mundial.

MetLife recebe a grande decisão
O MetLife Stadium, em Nova Jersey, será palco da oitava e última partida da Copa.

O estádio também marcou a trajetória do Brasil no torneio. Foi nele que a Seleção Brasileira estreou com empate diante do Marrocos e acabou eliminada pela Noruega nas oitavas de final.

Após críticas ao gramado durante a fase de grupos, a Fifa aproveitou o período sem jogos para realizar melhorias antes da decisão.

Além da taça, prêmio milionário
O campeão da Copa do Mundo de 2026 também levará uma premiação recorde. A Fifa distribuirá aproximadamente US$ 727 milhões entre as seleções participantes. 

O vencedor receberá US$ 50 milhões (cerca de R$ 256 milhões), enquanto o vice ficará com US$ 33 milhões (aproximadamente R$ 169 milhões).

Prováveis escalações
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Laporte, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal.

Argentina: Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez.

A arbitragem será do esloveno Slavko Vincic.

Com duas seleções em grande fase, um encontro inédito em finais de Copa do Mundo e o duelo entre Lionel Messi e Lamine Yamal, a decisão promete encerrar o Mundial de 2026 com um dos confrontos mais aguardados da história recente do futebol.

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