Mansão de R$ 10 milhões no RJ vira alvo de disputa judicial envolvendo empresa ligada ao jogador Richarlison

Além da exclusividade da ilha, o imóvel chama atenção pela estrutura de alto padrão. A residência possui 11 suítes, praia privativa, cachoeira, piscina, quadra de tênis e heliponto, características que justificam a elevada avaliação de mercado e fazem da propriedade uma das mais luxuosas da região.
Redação Imediato Online
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Uma mansão de luxo avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), tornou-se o centro de uma disputa judicial que envolve uma empresa ligada ao atacante Richarlison, ex-jogador da Seleção Brasileira, e uma empresa do advogado Willer Tomaz. O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo divulgado nas redes sociais expor o desentendimento entre as partes.

A controvérsia teve início após a empresa vinculada ao jogador afirmar que adquiriu, em 2020, os direitos de ocupação do imóvel e, posteriormente, perdeu a posse da propriedade. Em contrapartida, a empresa de Willer Tomaz sustentou que detinha o direito legítimo de ocupação da área com base em registros históricos regularizados junto à União, responsável pelo domínio da ilha.

O advogado Willer Tomaz é amigo do senador Flávio Bolsonaro, que chegou a ser arrolado como testemunha durante o processo judicial. Apesar da relação, o foco da ação permaneceu na análise da documentação apresentada pelas empresas envolvidas e na definição sobre quem possuía o direito legal de ocupar o imóvel.

Flávio Bolsonaro (à direita) e Willer Tomaz, pivô da disputa judicial por mansão em Angra dos Reis.

A mansão está situada em uma ilha privada de Angra dos Reis conhecida por seu histórico. O local pertenceu à cantora Clara Nunes durante a década de 1970, fator que agrega valor histórico e turístico à propriedade, além da localização privilegiada em uma das regiões mais valorizadas do litoral fluminense.

Além da exclusividade da ilha, o imóvel chama atenção pela estrutura de alto padrão. A residência possui 11 suítes, praia privativa, cachoeira, piscina, quadra de tênis e heliponto, características que justificam a elevada avaliação de mercado e fazem da propriedade uma das mais luxuosas da região.

foto: reprodução

Após anos de disputa judicial, o caso teve um desfecho em junho de 2025, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão favorável à empresa de Willer Tomaz, assegurando ao advogado a posse da mansão.

A decisão reforçou o entendimento das instâncias anteriores sobre a validade dos registros relacionados aos direitos de ocupação do imóvel, encerrando uma disputa que envolveu diferentes interpretações sobre títulos de posse em área sob domínio da União.

O processo passou a ser considerado um dos casos de maior repercussão envolvendo imóveis de alto padrão em Angra dos Reis, evidenciando a complexidade jurídica das propriedades localizadas em ilhas e terrenos pertencentes à União, onde questões documentais e históricas costumam ser determinantes para o reconhecimento dos direitos de ocupação.

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