O detento Fernando Batista de Melo, de 48 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (24) dentro de uma cela no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), em Manaus. Ele estava preso preventivamente desde janeiro de 2026, acusado de assassinar o próprio filho, de três anos de idade. A morte dentro da unidade prisional é agora alvo de investigação da Polícia Civil e da administração penitenciária.
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De acordo com informações preliminares, agentes penitenciários realizavam procedimentos de rotina quando encontraram o detento sem sinais vitais dentro da cela. A direção da unidade acionou imediatamente a segurança interna e comunicou o caso às autoridades competentes. Há indícios de que ele estava com um lençol preso ao pescoço, mas as circunstâncias exatas da morte ainda não foram oficialmente confirmadas. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela perícia, que devem apontar se houve suicídio ou eventual intervenção de terceiros.

Equipes da Polícia Civil do Amazonas e peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram chamados ao local para realizar os primeiros levantamentos e a remoção do corpo. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte, que será determinada após laudo pericial.
A Secretaria de Administração Penitenciária deve instaurar procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar eventuais falhas de segurança dentro da unidade.
Fernando Batista de Melo havia sido preso em 24 de janeiro de 2026, após uma operação integrada que mobilizou diversas forças de segurança no estado. O caso teve grande repercussão em Manaus e gerou forte comoção pública desde a divulgação do crime.
A captura ocorreu após cerca de 30 horas de buscas ininterruptas, envolvendo equipes da Polícia Civil do Amazonas, da Polícia Militar do Amazonas, além de unidades especializadas como ROCAM, Força Tática e apoio aéreo.
O suspeito foi localizado em uma área de mata na zona oeste da capital, na região do bairro Tarumã, após tentativa de fuga e permanência foragido por horas.
Segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teria ocorrido após o término do relacionamento entre o suspeito e a mãe da criança, situação que ele não teria aceitado.
As investigações apontam que, antes do crime, o homem teria ido até a residência da ex-companheira e feito ameaças. No dia do ocorrido, ele levou o filho até um cômodo da casa do avô paterno e permaneceu sozinho com a criança por alguns minutos. Ao notar a demora, o familiar entrou no local e encontrou o menino sem vida.
O laudo pericial concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica, descartando inicialmente a hipótese de ferimentos por arma branca, que chegou a circular nas redes sociais.
Com a morte dentro da unidade prisional, um novo inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias do óbito no CDPM 2. A investigação deve incluir análise de imagens de monitoramento, depoimentos de policiais penais e avaliação das condições da cela onde o detento estava custodiado.
A Polícia Civil informou que aguarda os laudos oficiais para esclarecer o que ocorreu dentro do sistema prisional e se houve algum fator externo ou interno que tenha contribuído para o caso.
Com o novo desdobramento, o caso passa a ter duas frentes de investigação: a morte da criança, já em fase avançada de apuração pela DEHS, e a morte do acusado enquanto estava sob custódia do Estado.
As autoridades reforçam que todas as circunstâncias serão investigadas com rigor e que novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos laudos periciais.