RIO DE JANEIRO — O pai de Henry Borel, Leniel Borel, criticou a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino morto em 2021. Em entrevista ao programa Bastidores CNN, nesta quinta-feira (4), ele classificou o resultado do julgamento como uma “grande aberração jurídica” e afirmou que pretende recorrer da sentença.

A decisão foi anunciada após o julgamento que condenou o ex-vereador Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte da criança. Monique Medeiros, por sua vez, teve reconhecida a prática de um crime, mas recebeu perdão judicial e não cumprirá pena.
Durante a entrevista, Leniel voltou a afirmar que Monique tinha a responsabilidade de proteger o filho e que foi omissa diante das agressões sofridas pela criança.
“Monique, no mínimo, foi omissa. Esquecem ali que a Monique é a mãe. A garantidora. Ela é, no mínimo, a responsável pela vida do filho. E ela não o protegeu”, declarou.
O pai de Henry também questionou a concessão do benefício judicial e disse não compreender como alguém considerada responsável no processo pode deixar o julgamento sem punição.
“Ela foi condenada no homicídio culposo, e ter perdão judicial por crime doloso contra a vida? Um crime doloso contra a vida pode ter um perdão judicial?”, afirmou.
Leniel ainda alegou que, ao longo dos anos de tramitação do caso, observou decisões que, em sua avaliação, favoreceram Monique Medeiros.
“A parcialidade em cima da Monique sempre foi muito clara, não só para mim, como pai, mas para toda a sociedade brasileira”, disse.
Em nota divulgada após a sentença, o pai de Henry demonstrou indignação com o resultado do julgamento.
“Mataram meu filho pela terceira vez”, escreveu.
No texto, Leniel afirmou não compreender como alguém que, segundo sua avaliação, participou do contexto dos fatos pôde sair do tribunal sem receber pena.
O caso Henry Borel teve ampla repercussão nacional e voltou ao centro das atenções após a conclusão do julgamento dos acusados pela morte da criança.