Justiça retoma julgamento de Jairinho e Monique pelo caso Henry Borel no Rio

Justiça do Rio retoma julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021.
Redação Imediato Online
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A Justiça do Rio de Janeiro retomou nesta segunda-feira (25) o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos.

A sessão acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, sob presidência da juíza Elizabeth Machado Louro. O júri popular havia começado em março deste ano, mas foi interrompido após os advogados de Jairinho deixarem o plenário, provocando o adiamento da sessão.

Nos últimos meses, a defesa do ex-vereador apresentou recursos na 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio e no Superior Tribunal de Justiça tentando suspender o julgamento e anular provas do processo. Todos os pedidos, porém, foram negados.

Os dois réus permanecem presos e respondem por diferentes crimes relacionados à morte da criança.

Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura em três episódios, fraude processual e coação no curso do processo. Segundo a acusação, ele teria sido o responsável direto pelas agressões fatais sofridas por Henry.

Já Monique Medeiros responde por homicídio qualificado por omissão, tortura em dois episódios, falsidade ideológica, fraude processual e coação. De acordo com o Ministério Público, ela teria se omitido mesmo sabendo das agressões contra o filho.

O rito do Tribunal do Júri prevê depoimentos de testemunhas, interrogatório dos réus, debates entre acusação e defesa, votação secreta dos jurados e, em caso de condenação, a definição da pena pela magistrada.

Ao todo, 26 testemunhas foram arroladas. Entre elas estão o pai de Henry, Leniel Borel, delegados responsáveis pelas investigações, ex-namoradas de Jairinho e familiares dos acusados.

A defesa de Jairinho sustenta que as lesões teriam sido causadas por uma queda acidental ou durante procedimentos médicos de reanimação. Já os advogados de Monique afirmam que ela era manipulada pelo então companheiro e desconhecia a rotina de violência contra o filho.

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