O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado que a guerra na Ucrânia estaria próxima do fim. A declaração foi feita durante as celebrações do Dia da Vitória, principal feriado nacional russo, marcado pela lembrança da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Durante o discurso realizado na Praça Vermelha, em Moscou, Putin voltou a justificar a ofensiva militar iniciada em 2022 e classificou a ação como uma “batalha justa”. O líder russo também acusou a Ucrânia de atuar com apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e disse que a Rússia seguirá “vitoriosa”.
Neste ano, as comemorações ocorreram com esquema reforçado de segurança e de forma mais discreta. Pela primeira vez em quase duas décadas, não houve desfile de tanques e mísseis balísticos pelas ruas da capital russa. Os equipamentos militares foram exibidos apenas em telões instalados no local.
A redução do aparato militar ocorreu em meio ao temor de possíveis ataques ucranianos durante o evento. Nos últimos dias, o governo russo alertou que qualquer tentativa de interromper as celebrações poderia provocar uma resposta militar contra Kiev. Antes da cerimônia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia declarado que drones ucranianos poderiam aparecer durante o desfile.
A cerimônia deste ano também registrou menor presença internacional. Enquanto em 2025 cerca de 30 chefes de Estado participaram do evento, desta vez apenas seis líderes estrangeiros compareceram às comemorações em Moscou.
As declarações de Putin aconteceram em meio a uma trégua temporária de três dias anunciada após mediação dos Estados Unidos. Apesar da pausa nos combates, Rússia e Ucrânia trocaram acusações de ataques recentes.
Segundo autoridades russas, forças ucranianas teriam atingido um centro de controle de tráfego aéreo na região de Rostov-on-Don. Já o governo ucraniano acusou Moscou de manter bombardeios nos últimos dias.
Após o encerramento das comemorações, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Ucrânia teria violado o cessar-fogo, mas não apresentou detalhes sobre os supostos ataques. O governo ucraniano não comentou a acusação.
Putin também agradeceu aos Estados Unidos pela tentativa de mediação no conflito, mas afirmou que um encontro direto com Zelensky dependeria primeiro de um acordo de paz duradouro entre os dois países.