Justiça determina transferência de Melqui Galvão para São Paulo após avanço de investigação por crimes sexuais

Justiça determina transferência de Melqui Galvão para São Paulo enquanto investigação por supostos crimes sexuais avança com novas denúncias.
Redação Imediato Online
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A Justiça determinou que o processo envolvendo o instrutor de jiu-jitsu e policial civil Melqui Galvão continue tramitando no estado de São Paulo, onde estão concentradas as investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Com a decisão judicial, o investigado deverá ser transferido do Amazonas para São Paulo, onde ficará à disposição da Justiça para os próximos desdobramentos do caso.

Lutador e treinador de jiu-jitsu, Melqui Galvão, foi preso em Manaus — Foto: Instagram/Reprodução

Melqui Galvão foi preso temporariamente no dia 28 de abril de 2026, em Manaus, durante uma ação conjunta das polícias civis do Amazonas e de São Paulo. Ele é investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas de jiu-jitsu, incluindo adolescentes.

As investigações começaram após a denúncia de uma jovem de 17 anos, ex-aluna do treinador, que afirmou ter sido vítima de atos libidinosos sem consentimento durante uma competição internacional da modalidade. O depoimento foi prestado com acompanhamento familiar e deu origem ao inquérito conduzido pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo.

Com o avanço das investigações, outras possíveis vítimas passaram a ser identificadas em diferentes estados do país. Entre os relatos apurados pelas autoridades, existe a suspeita de crimes cometidos contra uma menina que teria apenas 12 anos na época dos fatos.

Segundo a Polícia Civil, investigadores também tiveram acesso a uma gravação apresentada pelos denunciantes. No material, conforme relatado pelas autoridades, o suspeito faria referências aos episódios denunciados e tentaria convencer a vítima a não prosseguir com a acusação, mencionando inclusive uma possível compensação financeira.

No Amazonas, a investigação ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de pelo menos duas possíveis vítimas em Manaus. Os relatos seguem sob sigilo para preservar as investigações e as pessoas envolvidas.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados ao investigado no interior de São Paulo. Os materiais recolhidos seguem em análise pericial.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, acompanhou parte das investigações em São Paulo e destacou a cooperação entre os estados no combate a crimes contra crianças e adolescentes.

O caso provocou forte repercussão no meio esportivo, especialmente no cenário do jiu-jitsu. O atleta Micael Galvão, filho do investigado, divulgou uma nota pública afirmando confiar no trabalho das autoridades e repudiando qualquer forma de violência.

As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a extensão dos fatos. Até o momento, a defesa de Melqui Galvão não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

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