Vídeo: ‘Pôr da Terra’ do espaço é registrado por astronauta da Artemis II na órbita lunar

O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, capturou imagens de um fenômeno conhecido como “pôr da Terra” — quando o planeta desaparece atrás do horizonte da Lua.
Redação Imediato Online
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Um registro impressionante vindo do espaço tem chamado a atenção da comunidade científica e do público nas redes sociais. O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, capturou imagens de um fenômeno conhecido como “pôr da Terra” — quando o planeta desaparece atrás do horizonte da Lua.

O vídeo, com cerca de 52 segundos, foi gravado no dia 6 de abril por meio de um iPhone, através da janela de acoplamento da cápsula Orion. No momento da gravação, a tripulação sobrevoava o lado oculto da Lua, região que nunca fica voltada para a Terra.

As imagens foram divulgadas no último domingo (19) e rapidamente viralizaram, alcançando milhões de visualizações. Na publicação, Wiseman comparou a experiência a assistir a um pôr do sol na praia, mas sob uma perspectiva única no cosmos. “É como ver o pôr do sol no lugar mais incomum possível. Uma oportunidade única na vida”, afirmou.

Do ponto de vista científico, o fenômeno ocorre devido à dinâmica orbital entre a Terra, a Lua e a espaçonave. À medida que a cápsula se desloca ao redor do satélite natural, a linha do horizonte lunar “encobre” a visão do planeta, criando a ilusão de um pôr do sol — porém, com a Terra no lugar do astro-rei.

O registro também remete a um dos momentos mais icônicos da exploração espacial: a imagem do “nascer da Terra”, capturada durante a missão Apollo 8. Na ocasião, os astronautas registraram o instante em que o planeta surgia no horizonte lunar — o oposto do fenômeno atual.

Além do impacto visual, o vídeo reforça avanços tecnológicos e a importância das missões do programa Artemis, que têm como objetivo ampliar a presença humana no espaço e preparar futuras viagens a Marte. O “pôr da Terra” surge, assim, não apenas como um espetáculo visual, mas também como um marco simbólico da nova era da exploração espacial.

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