A prisão dos donos da Mediall Brasil pela Polícia Federal impacta diretamente a rede de saúde pública em municípios de Rondônia, como Guajará-Mirim e Machadinho d’Oeste, onde a empresa atua na gestão hospitalar.
Em Guajará-Mirim, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) investiga um contrato de R$ 110 milhões sob suspeita de “emergência ficta”.
Já em Machadinho d’Oeste, ainda não há definição sobre medidas para garantir a continuidade dos atendimentos à população.
Os empresários foram presos durante operações da Polícia Federal que apuram o uso de empresas de fachada, superfaturamento e pagamento de propina. Um terceiro sócio segue foragido.

O histórico da empresa também inclui irregularidades contratuais, com decisões do TCE apontando falhas técnicas, falta de vantajosidade econômica e descumprimento de normas legais.
Autoridades municipais foram multadas, e o contrato foi mantido temporariamente para evitar prejuízos à população, com prazo para adoção de um novo modelo de gestão.
O caso acende um alerta sobre a gestão de recursos públicos e o risco de impacto direto nos serviços de saúde prestados à população.