MANAUS – A dona de casa Marline Correia Mello, de 34 anos, vive uma batalha que ultrapassa os cuidados exaustivos com o filho, Otávio, de 12 anos. Ela denuncia a demora da Justiça em um processo de pensão alimentícia que já dura cerca de oito anos, enquanto luta diariamente para manter o tratamento do filho, que possui paralisia cerebral severa e epilepsia generalizada.

Descaso e Humilhação Segundo Marline, o pai da criança, que atua como cirurgião-dentista, possui condições financeiras, mas mantém os pagamentos em atraso por longos períodos e não possui contato afetivo com o menino. A mãe relata que, ao tentar cobrar o que é de direito do filho, é recebida com humilhações e ameaças.
“Já passei momentos difíceis em internações, sem nenhum recurso”, desabafa a dona de casa. Otávio depende totalmente de cuidados intensivos: não fala, não anda e se alimenta por sonda, além de fazer uso de medicações de alto custo para controlar crises convulsivas.
Justiça Lenta A principal queixa de Marline é a estagnação do processo judicial. Mesmo com todas as provas apresentadas e após a troca de advogados na tentativa de agilizar o caso, o processo não avança. Ela faz um apelo às autoridades judiciárias para que olhem com urgência para o caso, já que cada dia de atraso compromete diretamente a saúde e a qualidade de vida de Otávio.