O deputado federal Amom Mandel fez duras críticas aos limites de atuação do Poder Legislativo durante participação no programa Poder & Opinião, exibido pelo NC News.
Durante a entrevista, Amom relatou sua frustração ao perceber, na prática, as limitações do cargo público. Segundo ele, ao entrar na política, acreditava que poderia promover grandes mudanças enquanto vereador, mas encontrou uma realidade diferente.
“Quando eu entrei na política, eu pensava que ia mudar o mundo sendo vereador, o que era uma idealização muito longe da realidade”, afirmou.
Em tom crítico, o parlamentar utilizou uma fala polêmica para ilustrar sua percepção sobre a falta de autonomia no cargo. “Eu descobri que vereador e merda são a mesma coisa. Que um vereador não tem o poder para fazer aquilo que eu queria realmente fazer”, declarou.
De acordo com Amom, essa visão o motivou a buscar um mandato como deputado federal, na tentativa de ampliar sua capacidade de atuação. No entanto, ele destacou que também encontrou limitações no Congresso Nacional.
“Eu entendi que poderia fazer as coisas de cima para baixo, influenciar e pressionar autoridades. Mas descobri que, para Brasília, o deputado federal é como se fosse um vereador aqui em Manaus”, disse.
O parlamentar explicou que, apesar de ter mais instrumentos de atuação do que um cidadão sem mandato, ainda enfrenta dificuldades para atender demandas diretas da população, especialmente na área da saúde. Ele citou como exemplo casos de pessoas que aguardam por anos na fila do sistema público.
“Recebo pessoas dizendo que estão há dois anos na fila do SISREG e perguntam o que eu posso fazer. Eu não tenho como resolver diretamente. Posso denunciar, pressionar governadores e prefeitos, mas não executar”, pontuou.
Ao final, Amom Mandel destacou que a criação de leis não é suficiente para garantir mudanças efetivas. “Eu aprendi que não adianta só fazer boas leis se elas não forem cumpridas”, concluiu.
A declaração repercute ao levantar o debate sobre os limites de atuação dos parlamentares e as expectativas da população em relação aos representantes eleitos.