Manaus – AM | Cerca de 24 toneladas de medicamentos foram descartados pela Central de Medicamentos do Estado do Amazonas (Cema), entre os dias 26 e 27 de março.
A decisão foi tomada, após a divulgação feita pelo governador Wilson Lima (PSC), no dia 10 de janeiro deste ano, quando estoques da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), responsáveis pelo abastecimento de medicamentos e produtos hospitalares das unidades da rede estadual, foram vistoriados. Nos locais foram encontrados medicamentos vencidos desde 2015.
Segundo Antônio Paiva, coordenador da Cema, o valor gasto nos medicamentos vencidos pode chegar a R$ 1,8 milhões. Estão sendo realizadas mudanças no sistema de controle dos estoques para evitar que tal situação se repita. “A gente diminuiu os riscos de que isso venha acontecer novamente. Foram feitas adequações no sistema, com definição de estoque máximo para cada item, reformulamos padrões de compra para cada seguimento. Isso tudo evita que a Cema compre além do que é necessário”, explica o coordenador.
Antônio afirma ainda, que os medicamentos poderiam contaminar os pacientes. “Não podíamos sujeitar ninguém aos riscos de uma possível contaminação, por conta da armazenagem inadequada de medicamentos ou insumos vencidos”, afirmou.
O coordenador conta também, que existiam muitos medicamentos considerados essenciais nas unidades em estado defasado, e que as atualizações não são feitas desde o ano de 2010. ‘“Percebemos que muitos produtos e medicamentos estavam na lista padrão, mas, ao final, a unidade não tinha necessidade. Não eram essenciais. Então, iniciamos reuniões por segmentos (prontos-socorros, hospitais, etc.) para identificar o que realmente era utilizado e necessário”, explicou.
O trabalho, conforme a explicação do coordenador, resultou na elaboração de novos padrões de uso, que se adequaram à realidade de funcionamento das unidades. Fazendo com que a Cema fizesse um gasto mensal de R$ 30 milhões com o abastecimento da rede para R$ 27 milhões. “Ao final de um ano, a economia será de R$ 36 milhões, aumentando nossa capacidade de investimento”, afirma.
Os técnicos do órgão, fazem avaliações nos almoxarifados dos hospitais da rede. “Já fizemos isso no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Lá, identificamos 31 problemas e, destes, 19 eram de método, ou seja, de fácil resolução”, finalizou. Esclarecendo que os problemas continuarão sendo identificados e corrigidos.