Influenciadora conhecida como “Cavalona do pó” é presa em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

Conhecida nas redes sociais como “Cavalona do pó”, suspeita é investigada por integrar esquema interestadual que movimentava recursos ilícitos
Redação Imediato Online
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Uma influenciadora digital natural do Amazonas foi presa durante a operação “Resina Oculta”, deflagrada nesta quinta-feira (19) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação tem como alvo um grupo suspeito de atuar no tráfico interestadual de drogas e em um esquema de lavagem de dinheiro.

Identificada como Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida nas redes sociais como “Cavalona do pó”, ela é apontada pelas investigações como integrante de uma organização criminosa responsável por movimentar grandes quantias financeiras por meio da comercialização de entorpecentes e do uso de plataformas ilegais de apostas.

Segundo a polícia, a suspeita utilizava as redes sociais para exibir uma rotina marcada por viagens internacionais, hospedagens em locais de alto padrão e aquisição de bens de luxo. De acordo com os investigadores, o padrão de vida apresentado seria incompatível com rendimentos legais e sustentado por recursos de origem ilícita.

As apurações também indicam que a influenciadora teria ligação com uma empresa utilizada para ocultação de dinheiro. O empreendimento, formalmente voltado à venda de calçados, teria registrado movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada, levantando suspeitas de atuação como empresa de fachada.

A operação foi realizada de forma integrada e cumpriu mandados judiciais em diferentes estados, incluindo Amazonas, Goiás e Maranhão. Ao todo, foram executadas ordens de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A Justiça também determinou o sequestro de veículos de alto valor supostamente adquiridos com recursos ilícitos. No caso da amazonense, a prisão foi convertida em domiciliar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras atribuídas ao grupo criminoso.

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