Um incidente envolvendo balões de festa provocou pânico e deixou duas pessoas feridas dentro de um elevador em um prédio residencial de Mumbai, na Índia. O caso aconteceu na última segunda-feira (3) e foi registrado por câmeras de segurança do edifício, cujas imagens circularam nas redes sociais e na imprensa local.
O vídeo mostra o momento em que Himani Tapriya, uma jovem que havia acabado de chegar ao prédio para visitar familiares, entra no elevador carregando uma mala de viagem. Segundos depois, um entregador identificado como Raju Kumar Mahato, de 32 anos, entra no local transportando um pacote com cerca de dez balões destinados a uma comemoração familiar de um dos moradores.
Pouco após o fechamento das portas, os balões explodem de forma repentina dentro da cabine, liberando chamas e fumaça em um espaço fechado. A explosão gerou desespero imediato entre os ocupantes. A mala de Himani chegou a pegar fogo, aumentando ainda mais a gravidade da situação.
Ambos sofreram queimaduras. Himani teve ferimentos no braço, no pescoço e na região do estômago. O entregador também ficou ferido durante a explosão. As vítimas foram rapidamente socorridas e encaminhadas a um hospital da cidade. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, os dois permanecem em observação médica, mas não correm risco de morte.
Segundo a polícia e relatos da imprensa indiana, a principal suspeita é de que os balões estivessem preenchidos com gás hidrogênio, substância altamente inflamável. Diferentemente do hélio, comumente utilizado em balões de festa e considerado seguro, o hidrogênio pode entrar em combustão com facilidade, especialmente em ambientes fechados, bastando uma pequena faísca para provocar explosões.
As autoridades acreditam que o confinamento do elevador, aliado a uma possível fonte de ignição, tenha contribuído para a intensidade das chamas. O caso reacendeu o alerta sobre o uso irregular de gases inflamáveis em eventos comemorativos, prática ainda registrada em algumas regiões devido ao menor custo do hidrogênio em relação ao hélio.
Após o ocorrido, a polícia abriu um inquérito por negligência contra o comerciante T. K. Jaiswal, proprietário da loja responsável pelo fornecimento dos balões. Ele é acusado de não oferecer orientações adequadas de segurança nem equipamentos apropriados para o transporte do material inflamável. A encomenda havia sido feita por um morador do prédio para uma celebração familiar.
As investigações seguem em andamento, e as autoridades avaliam possíveis responsabilizações civis e criminais. O caso também deve reforçar fiscalizações sobre a comercialização e o transporte de materiais potencialmente perigosos em áreas residenciais.