eito por e-mail em 27 de julho de 2025, apenas seis dias após sua chegada ao país.
De acordo com a esposa, Rafaela Alves, Gustavo relatou que estava sem recursos financeiros, sem abrigo e em situação de vulnerabilidade. No e-mail, ao qual a família teve acesso, ele afirmou não ter condições de permanecer na Ucrânia e solicitou orientação urgente para voltar ao Brasil. Segundo Rafaela, não houve resposta.
A morte foi confirmada no último domingo (4) pelo comandante da 60ª Brigada ucraniana, unidade em que Gustavo atuava. Ele morreu durante uma missão na região de Donbass, área de intensos confrontos entre forças ucranianas e russas.
Ainda segundo a família, Gustavo se arrependeu de ter ido ao conflito e afirmou que havia sido enganado. Ele acreditava que atuaria na artilharia, em funções de apoio à distância, mas acabou sendo enviado para a infantaria, com atuação direta na linha de frente.
O Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, não pode repassar detalhes sobre os atendimentos solicitados, mas afirmou permanecer à disposição para prestar assistência consular a brasileiros no exterior.
Gustavo deixou a esposa e um filho de três anos. O corpo não deve ser trasladado para o Brasil.

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