A polícia da Nova Gales do Sul informou que os autores do ataque a tiros que deixou ao menos 15 mortos na praia de Bondi Beach, em Sydney, são pai e filho. O atentado ocorreu neste domingo (14) e é considerado o mais letal no país desde 1996.

Segundo o comissário de polícia Mal Lanyon, a investigação avançou ao longo da noite e as autoridades não procuram por outros suspeitos. De acordo com a polícia, Sajid Akram, de 50 anos, e o filho dele, Naveed Akram, de 24, utilizaram rifles de longo alcance para abrir fogo contra pessoas que participavam de um evento na região.
Pelo menos 15 pessoas morreram, entre elas uma menina de 10 anos. Outras cerca de 40 vítimas permanecem hospitalizadas. A polícia informou que Sajid possuía porte de arma e era proprietário legal de seis armas de fogo.
Durante a ação, Sajid Akram foi morto. Naveed Akram ficou gravemente ferido e foi encaminhado ao hospital sob custódia policial. Segundo a polícia, o jovem trabalhava como pedreiro e havia sido demitido há cerca de dois meses após a empresa em que atuava declarar falência.
O ataque ocorreu durante um evento que reunia mais de mil pessoas em uma área gramada próxima à praia, onde era celebrado o festival judaico de Hanukkah. Testemunhas relataram pânico, correria e pessoas feridas no local. Um homem foi filmado entrando em luta corporal com um dos atiradores, conseguindo retirar a arma e forçá-lo a recuar.
O premiê de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney. Já o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como um ato de antissemitismo e terrorismo, destacando que não há espaço para violência e ódio no país.
Entre as vítimas fatais está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, pai de cinco filhos. Familiares confirmaram a morte e destacaram o trabalho comunitário realizado por ele ao longo da vida.
A polícia informou que uma investigação de grande porte será conduzida pela unidade antiterrorismo para apurar as circunstâncias e motivações do ataque.
Este é o episódio mais mortal na Austrália desde o massacre de Port Arthur, em 1996, quando 35 pessoas morreram. O caso levou o país a adotar uma das legislações mais rígidas de controle de armas do mundo.
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