Polícia Civil deflagra Operação ‘Fim de Dança’ e cumpre mais de 80 mandados contra o PCC em Roraima

Ação da Polícia Civil desmantelou franquia do PCC em Roraima, com prisões e apreensões em larga escala.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil de Roraima, em parceria com o GAECO do Ministério Público do Estado, deflagrou nesta segunda-feira (24) a Operação Fim de Dança 2, considerada a maior ação já realizada pela corporação em 21 anos. A ofensiva teve como alvo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alcançou a capital Boa Vista, municípios do interior e até o estado de São Paulo.

Ao todo, 322 agentes participaram da operação, que cumpriu 22 mandados de prisão preventiva e 64 mandados de busca e apreensão. Além disso, nove prisões em flagrante foram registradas durante o cumprimento das buscas. Delegada-geral destaca operação “extremamente bem-sucedida”.

Durante coletiva à imprensa, a delegada-geral Darlinda afirmou que a operação foi executada “com enorme sucesso” e sem qualquer ocorrência ou feridos. Ela reforçou que o objetivo principal foi atingir diretamente uma das facções criminosas mais atuantes em Roraima.

Segundo a delegada, quase todos os mandados foram cumpridos, e o resultado expressivo reflete a integração entre Polícia Civil, GAECO e demais instituições do sistema de segurança e Justiça.

O coordenador do DRACO, delegado Wesley Costa, explicou que a investigação identificou que o tráfico de drogas no estado funcionava como uma espécie de franquia do PCC. Os pontos de venda repassavam parte dos lucros para a estrutura da facção localizada em São Paulo.

Wesley destacou que a ação teve como foco desarticular setores responsáveis pela venda de drogas, finanças, logística e expansão territorial da organização criminosa. Segundo ele, faccionados investigados estavam envolvidos em outros crimes graves, como homicídios, roubos, furtos e receptação.

Entre os materiais apreendidos estão:

cerca de meio quilo de pasta base de cocaína, encontrado em Caracaraí;

dezenas de trouxinhas da mesma droga;

balança de precisão, celulares e cadernos de contabilidade;

dois veículos usados na atividade criminosa;

seis munições de arma de fogo;

outros itens relacionados à logística do tráfico, ainda não divulgados.

As equipes também prenderam, em São Paulo, um investigado apontado como integrante da célula financeira do PCC.

Interior do estado foi alvo da operação

Em Caracaraí, a ação foi conduzida pelo delegado Bruno, que destacou o trabalho contínuo de investigação iniciado na primeira fase da operação, quando uma grande quantidade de droga havia sido apreendida. Ele informou que várias audiências de custódia estão sendo realizadas no município ao longo do dia.

De acordo com o delegado, todas as diligências foram feitas com respeito às garantias constitucionais e baseadas em informações sólidas levantadas por meses de trabalho. Operação deve refletir na redução de homicídios, diz delegado de homicídios

O delegado João Evangelista, da Delegacia de Homicídios, afirmou que a ação deve impactar diretamente os índices de violência no estado. Segundo ele, a disputa entre facções pelo controle de áreas de venda de drogas tem sido um dos principais fatores que impulsionam homicídios nos últimos meses.

Para João, a Fim de Dança 2 representa “um passo decisivo” no desmonte da estrutura criminosa responsável por alimentar esses conflitos.

Os delegados ressaltaram ainda a importância do Ministério Público, do GAECO, do Judiciário, e das diversas unidades da Polícia Civil que cederam efetivo para a operação. Segundo eles, a união das instituições foi essencial para garantir o êxito da ação.

No mês passado, a Polícia Civil já havia realizado uma grande operação contra membros do Comando Vermelho, também com resultados significativos. Agora, com a Fim de Dança 2, o foco se volta para o PCC.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação deverão ser deflagradas nos próximos meses, com o objetivo de desmontar por completo o funcionamento de organizações criminosas em Roraima.

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