Comunidade cobra limpeza pública, revitalização de praça e atuação do poder público municipal e estadual em problemas antigos do bairro Nova Cidade
Os moradores do Conjunto Ribeiro Júnior, localizado na rua Antônio Carneiro, bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus, voltaram a cobrar ações do poder público diante do acúmulo de lixo, mato alto e abandono de espaços públicos na área. A reportagem do Imediato esteve no local e ouviu lideranças comunitárias que denunciaram o descaso da Prefeitura e do Governo do Estado.
De acordo com o líder comunitário Jander, morador há 37 anos do conjunto, o problema da lixeira viciada tem gerado insegurança e riscos à saúde dos moradores. “A gente traz as crianças para brincar e fazer atividade física aqui, mas o mato está alto e o lixo só aumenta. Já pedimos a limpeza há mais de 60 dias e até agora nada foi feito”, lamentou.
Ele afirma que uma das áreas próximas à Escola Estadual Sebastião Noronha chegou a ser limpa após cobrança direta à prefeitura, mas o mesmo não aconteceu na região do espaço de lazer onde a comunidade realiza atividades de zumba. Além da falta de coleta, moradores denunciam o descarte irregular feito por empresas. “Jogar telha, sofá, restos de obras e até manequins de loja aqui virou rotina. Isso é serviço de porco”, criticou Jander.
Outro problema relatado pelos moradores é a falta de infraestrutura. O espaço comunitário onde acontecem as atividades recreativas está pronto há cerca de 180 dias, mas ainda aguarda ligação de água pela concessionária Águas de Manaus. “A gente fez tudo, negociou, mas o serviço não foi concluído. Continuamos sem poder usar o espaço”, disse.
Jander também denunciou que a praça do conjunto foi cercada por um empresário e que a área, pertencente à SUHAB, foi desmatada com autorização da SEMMAS sem reposição de árvores. “A SEMMAS derrubou mais de 50 árvores e não plantou nenhuma. O prefeito Davi Almeida prometeu fazer a praça há dois anos e nunca mais voltou aqui”, afirmou.
O líder comunitário cobrou ainda que as promessas de revitalização feitas por Davi Almeida e pelo secretário Renato Júnior sejam cumpridas, e criticou a falta de atenção do Governo do Estado, que, segundo ele, não tem dado resposta às demandas da comunidade. “O que a gente quer é respeito. A comunidade paga imposto e quer ver o retorno. O campo de futebol está abandonado, o transporte está sendo reduzido e ninguém faz nada”, reforçou.
Moradores relataram também preocupação com a falta de segurança e iluminação pública precária. “Aqui é escuro, as mulheres têm medo de passar, o mato alto esconde tudo. Já tem gente morando dentro da mata, e a polícia não aparece”, destacou.
A equipe do Imediato continuará acompanhando a situação e cobrando posicionamento dos órgãos responsáveis.