Belém, PA – A morte de um menino de 6 anos chocou a comunidade do bairro Marambaia na segunda-feira (27). Paulo Guilherme da Silva Guerra foi encontrado morto dentro de uma mala em frente ao Cemitério São Jorge, e o principal suspeito do crime, George Hamilton dos Santos Gonçalves, foi linchado por vizinhos até a morte após a descoberta do corpo da criança.
O corpo de Paulo Guilherme foi localizado por volta das 16h30 por um pedestre que passava pelo local. Segundo a Polícia Científica do Pará (PCEPA), a criança estava com as mãos amarradas e dentro da mala havia uma luva de boxe. O perito criminal Benedito Leão indicou que a morte pode ter sido causada por asfixia, embora o laudo oficial com a causa exata saia em até 10 dias.

O linchamento do suspeito
Moradores relataram que George Hamilton, catador de lixo e morador próximo à residência da vítima, foi visto na madrugada empurrando um carrinho de mão com a mala. Ao ser identificado, foi cercado e agredido a pedradas e pauladas, sendo deixado morto próximo à sua casa na área conhecida como “Invasão da Cosanpa”.
A Polícia Militar e a Polícia Científica estiveram no local para perícia e remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), onde será realizada necropsia para confirmar as circunstâncias da morte do suspeito. Até o momento, não há informações oficiais sobre medidas legais contra os vizinhos que participaram do linchamento.
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George Hamilton tinha passagens por estupro de vulnerável, registradas em 2004 e 2016. Moradores afirmaram que imagens de crianças e da própria mala foram encontradas no celular do suspeito, reforçando a suspeita de participação no crime.
Relato da mãe da vítima
A mãe de Paulo Guilherme, Raíssa da Silva, se emocionou ao falar sobre o desespero após a morte do filho. “Por que ele fez isso com meu filho? Só era uma criança, bebezinho. Só quem podia tirar a vida dele era Deus”, disse a mãe. Ela contou que o menino havia desaparecido na noite de domingo e que a família iniciou buscas na vizinhança. “Ele estava com um shortinho verde e uma blusa do Homem-Aranha. Ele não queria essa camisa, queria a vermelha, mas esse desgraçado tirou a roupa dele e colocou outra”, relatou, visivelmente abalada.
Raíssa também lembrou dos sonhos e da rotina do filho: “Ele gostava de brincar com os amiguinhos, era cheio de vida. Agora só quero justiça. Quero que quem fez isso pague pelo que fez com meu filho”.
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O caso gerou grande comoção em Belém e repercussão nacional. Autoridades e familiares seguem em estado de choque. A Polícia Civil continua investigando a morte da criança, sob responsabilidade da Divisão de Homicídios, para identificar possíveis outros envolvidos no crime.
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