Porto Velho (RO) – A 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco 2), em parceria com o Ministério Público de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu mandados relacionados a um suposto esquema de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa de Rondônia.
Foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão, 3 de suspensão do exercício da função pública por 90 dias e 12 de proibição de acesso à Assembleia. A 1ª Vara de Garantias de Porto Velho também determinou que os investigados não podem manter contato entre si nem com uma vítima envolvida.
Segundo o Ministério Público, a investigação apura crimes de estelionato, peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O grupo teria indicado pessoas para cargos comissionados sem exigir presença no trabalho, repassando parte dos salários recebidos aos integrantes do esquema. Além disso, alguns servidores foram induzidos a contrair empréstimos consignados, cujos valores eram compartilhados entre os investigados, enquanto as dívidas permaneciam em nome das vítimas.
Até o momento, não há indícios de envolvimento de deputados estaduais.
As diligências foram realizadas exclusivamente em Porto Velho, envolvendo equipes do Departamento de Combate ao Crime Organizado (Decco), Dracos 1 e 2, Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Decor), Caex e Gaeco. Foram alvo das buscas uma estação de trabalho na Gerência de Controle de Folha de Ponto da Assembleia e as residências de três servidores comissionados.
VEJA: