Acordo de cessar-fogo em Gaza prevê troca de prisioneiros palestinos e reféns israelenses; presidente dos EUA deve participar de cúpula no Egito sobre o avanço das negociações.
Os últimos 20 reféns israelenses vivos foram libertados pelo Hamas na manhã desta segunda-feira (13), como parte do acordo de cessar-fogo em Gaza, segundo informou o Exército de Israel. Em contrapartida, o governo israelense deve libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos ainda hoje, em cumprimento aos termos do acordo firmado entre as partes.
O cessar-fogo, que entrou em vigor na última sexta-feira (10), foi intermediado com apoio dos Estados Unidos e representa um avanço nas negociações após meses de conflito intenso na Faixa de Gaza.
O presidente norte-americano Donald Trump desembarcou em Israel na manhã desta segunda e seguiu para o Knesset, o Parlamento israelense, onde estava programado para discursar sobre a importância da trégua. Depois, ele deve viajar ao Egito, onde participará de uma cúpula com líderes internacionais para discutir os próximos passos do processo de paz no Oriente Médio.
As libertações de reféns e prisioneiros são vistas como um gesto simbólico, mas crucial, para manter o equilíbrio das tratativas e evitar a retomada dos confrontos. Apesar do cessar-fogo, autoridades alertam que a situação na região permanece instável e requer monitoramento constante.