Veja o vídeo: Vereador que apoia empresa de lixo e fazia campanha em favor da companhia é alvo de operação policial em Porto Velho

Operação policial mira vereador que defendia empresa de coleta de lixo em Porto Velho
Redação Imediato Online
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A ação investiga possíveis irregularidades envolvendo a atuação do presidente da Comissão de Fiscalização da concessão do lixo na capital.

Na manhã desta quinta-feira (10), equipes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) realizam uma operação na Câmara Municipal de Porto Velho. O alvo principal é o vereador Thiago Tezzari, presidente da Comissão de Fiscalização do contrato de concessão do lixo na capital.

De acordo com informações apuradas no local, Tezzari foi afastado cautelarmente por 30 dias, e o gabinete do parlamentar passa por busca e apreensão neste momento. Além do gabinete, foram cumpridos mandados em sua residência e em endereços ligados a servidores de seu gabinete. Ao todo, segundo fontes próximas à investigação, são 24 mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, servidores da Câmara foram impedidos de acessar o prédio, que segue com entrada restrita à atuação policial. A Polícia Civil e o Ministério Público devem conceder uma coletiva de imprensa às 10h30 para detalhar os objetivos da ação e o conteúdo dos mandados.

Embora as autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente o motivo da operação, há forte especulação de que o caso esteja relacionado ao contrato de coleta de lixo de Porto Velho, tema que tem gerado intensos debates nas últimas semanas.

Thiago Tezzari ganhou destaque recentemente por sua defesa pública da empresa Marquise, responsável pela coleta de lixo da capital. A empresa chegou a ser afastada por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO), mas retornou à operação após uma decisão judicial. O episódio gerou uma disputa entre a Marquise e outra empresa interessada na concessão, situação que colocou Tezzari em evidência devido às suas manifestações em favor da manutenção do contrato.

Informações de bastidores apontam que a operação também apura possíveis práticas de rachadinha e irregularidades financeiras dentro do gabinete do vereador, mas até o momento nenhum órgão oficial confirmou essa linha de investigação.

Tezzari, que tem salário aproximado de R$ 26 mil, teria feito um empréstimo consignado logo no início do mandato, o que teria comprometido quase todo o vencimento mensal. O valor, segundo relatos, teria sido utilizado para quitar dívidas de campanha, hipótese que ainda precisa ser apurada e confirmada.

A coleta de lixo em Porto Velho vem sendo alvo de polêmicas há pelo menos duas semanas, marcadas por trocas de empresas, decisões judiciais e acusações de favorecimento político. O desfecho da operação de hoje deve trazer novos desdobramentos para o cenário político da capital.

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