Defensoria Pública recomenda ao Senado criação de CPI para investigar operações da Polícia Federal contra o garimpo ilegal no Rio Madeira

Defensoria Pública recomenda CPI para investigar operações da PF contra garimpo ilegal no Rio Madeira, no Amazonas, que teriam atingido mais de 25 mil pessoas.
Redação Imediato Online
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Manaus/AM – A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) protocolou, nesta terça-feira (7), uma recomendação ao Senado Federal solicitando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis excessos e abusos de autoridade em operações da Polícia Federal (PF) e outros órgãos contra o garimpo ilegal na calha do Rio Madeira, na região Sul do Amazonas.

O documento, endereçado a todos os senadores, destaca o impacto das ações iniciadas em 15 de setembro de 2025, que teriam atingido mais de 25 mil pessoas, incluindo crianças, mulheres, idosos e comunidades tradicionais. A DPE-AM cita relatos de destruição de moradias, abordagens violentas e perda de bens essenciais à subsistência, como barcos, motores e alimentos.

Segundo a Defensoria, as operações, embora voltadas ao combate ao garimpo ilegal, teriam gerado vulnerabilidade para centenas de famílias ribeirinhas. O órgão recomenda que o Senado apure se houve uso desproporcional da força, excessos de autoridade e violações de direitos humanos, buscando garantir a legalidade e a proteção dos cidadãos afetados.

Relatos de comunidades atendidas pelo Grupo de Trabalho Teko Porã, que realizou visitas entre os dias 22 e 24 de setembro, indicam que moradores perderam embarcações, moradias e acesso a transporte e alimentos. A DPE-AM informa que vem atuando emergencialmente, oferecendo apoio jurídico e acompanhando a situação para preservar direitos essenciais, como vida e moradia.

A Defensoria ressalta que as operações devem conciliar a repressão a atividades ilegais com a preservação da dignidade humana. Além da abertura da CPI, o órgão recomenda que sejam adotadas medidas imediatas de assistência social e humanitária às famílias impactadas e que os órgãos públicos apresentem planos de reparação para os moradores afetados.

Fotos: Divulgação

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