Mãe de adolescente autista enfrenta burocracia para conseguir carteirinha de identificação de autista em Manaus

Mãe enfrenta burocracia para obter carteirinha de identificação de autismo para filho em Manaus.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Em uma reportagem ao vivo transmitida pelo site Imediato, a mãe Tiana Cruz, residente no bairro Colônia Oliveira Machado denunciou a burocracia excessiva enfrentada para obter a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) de seu filho Samuel, de 15 anos. Apesar de apresentar laudo médico assinado e todos os documentos necessários, Tiana recebe mensagens oficiais alegando ausência de assinatura no documento, o que contraria a evidência física exibida durante a transmissão.

A CIPTEA, instituída pela Lei Federal nº 13.977/2020 (Lei Romeo Mion), garante prioridade em atendimentos públicos e privados nas áreas de saúde, educação e assistência social para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com requisitos oficiais em diversos estados, como São Paulo e Minas Gerais, o laudo médico deve ser assinado por profissional registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM), com indicação do Código Internacional de Doenças (CID) atestando o TEA.

No caso de Tiana, o laudo atende a esses critérios, conforme mostrado na reportagem, mas a negativa persiste há mais de duas semanas.”Eu já estou tendo dificuldade, faz mais de duas semanas que eu estou lutando contra a carteirinha do meu filho”, declarou Tiana Cruz durante a entrevista no local. Ela relatou visitas repetidas ao Studio 5, no shopping próximo ao bairro, onde o serviço é oferecido, levando Samuel consigo. “Estão renegando a carteirinha do meu filho e tem outras carteiras também que ainda vai tirar, são três carteirinhas”, acrescentou, referindo-se a documentos adicionais pendentes.

A transmissão, conduzida pela equipe do Imediato, exibiu o laudo em detalhes: assinatura visível do médico, data e CID correspondente ao autismo. Uma mensagem recebida por Tiana, no entanto, informava: “A carteirinha não pode ser retirada porque o laudo médico que ela apresenta não tem a assinatura do médico”. Essa discrepância aponta para possível erro administrativo ou falha no processamento digital, comum em denúncias semelhantes sobre a CIPTEA, embora buscas recentes não identifiquem casos idênticos no bairro.

Valesca, outra mãe presente na reportagem, reforçou a indignação: “É muita sacanagem mesmo, nós mães lutamos pelo direito do nosso filho e ainda as instituições querem negar sabendo que é direito dele”. A equipe espera que a exposição pública acelere providências. A situação de Samuel ilustra barreiras persistentes no acesso a direitos garantidos por lei.

IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃo: Pablo Medeiros

Carregar Comentários