Proprietários de elétricos em Manaus denunciam falhas no Pós-Venda: Veículos parados há meses sem reparos na garantia

Proprietários de carros elétricos em Manaus enfrentam problemas no pós-venda, com veículos parados por meses aguardando reparos na garantia.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Motoristas de aplicativos que adquiriram veículos elétricos JAC em Brasília enfrentam paralisação de suas frotas em Manaus devido à falta de suporte técnico adequado em oficina autorizada local. Sem concessionária oficial na capital amazonense, cerca de 15 a 20 proprietários relatam veículos com problemas mecânicos e elétricos acumulados desde os primeiros meses de uso, parados por até 70 dias à espera de técnicos e peças, mesmo dentro do período de garantia de 5 anos ou 100 mil km. A reportagem do site Imediato foi acionada na frente da oficina autorizada, onde os afetados cobram prioridade prometida para motoristas de app e intervenção direta da JAC Motors, sediada em São Paulo.

A transmissão ao vivo flagrou Alcenildo, um dos proprietários, expondo a frustração coletiva: “Compramos os JAC para trabalhar com aplicativos, mas estamos lesados pelo mau serviço – ou pela falta dele. Os carros apresentam problemas mecânicos e elétricos logo que chegam. O meu vai fazer um ano; outros, com dois meses de uso, já estão há três meses parados. Dizem que o técnico vem amanhã, mas nunca aparece. Temos famílias, contas, financiamentos de R$ 3 mil mensais – o banco não perdoa.” Alcenildo enfatizou que, na venda, a JAC garantiu respaldo via oficina autorizada em Manaus, com prioridade para apps: “Cadê o respaldo? O pós-venda é péssimo. Aqui, só temos curiosos, sem ferramentas adequadas – trabalham com celular. Tentamos marcar revisões a cada 10 mil km, mas nem respondem; só atendem pessoalmente, e ainda cobram por serviços não executados.

“Os veículos, trazidos de Brasília por questões logísticas e custo, acumulam falhas como falhas na bateria, suspensão e autonomia abaixo da prometida – 300 km reais versus 180 km observados. “O carro não é ruim, mas a mão de obra sim. Estamos sendo feitos de palhaços; somos pais de família, não jogamos dinheiro fora”, completou Alcenildo. O gerente da oficina, ao ser chamado, alegou que “não resolve nada; só a JAC em São Paulo”. Os proprietários já tentaram contato interno, mas enfrentam respostas evasivas e exigência de pagamento por revisões incompletas, sem diagnóstico via computador especializado.

IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros

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