Denúncia de Bullying e abandono escolar: Pais cobram substituição imediata de professora na EM João Menezes Braga em Manaus

Pais denunciam casos graves de bullying e abandono escolar por parte de professora em escola municipal de Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – Pais de alunos da Escola Municipal João Menezes Braga, localizada no bairro Cidade Nova, rua Duartina, zona Norte de Manaus, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira para denunciar casos graves de bullying e faltas excessivas cometidas por professora do 4º ano A. A mobilização, que reuniu representantes de famílias apesar das limitações de horários de trabalho, resultou em um abaixo-assinado protocolado na Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A direção da escola informou que a docente foi exonerada na quinta-feira (18), mas os pais insistem na nomeação urgente de um substituto para evitar prejuízos ao ensino integral.A reportagem do site Imediato esteve no local e ouviu relatos diretos dos envolvidos. William, pai de um aluno do 4º ano, descreveu o cenário de negligência: “Desde o início do ano letivo – e relatos apontam para o ano passado –, a professora pratica atos de bullying contra as crianças. Ninguém fazia nada. Ela falta demais, prejudicando a educação dos nossos filhos. Eles não recebem atividades diárias corretas, não há aprendizado devido às ausências. Estamos no terceiro trimestre, setembro, e nada avançou.”William destacou que o gestor da escola alega ter solicitado a substituição desde janeiro, mas sem resposta da Semed. “Levamos o abaixo-assinado à Semed e protocolamos o pedido de afastamento. O gestor disse que exonerou ela ontem, do nada. Mas agora promete só aulas em tempo integral sem substituto, o que é urgente. Apelo à Semed e aos gestores: precisamos de um professor que venha todos os dias. Nossos filhos são o futuro; não merecemos isso.”

Bullying como Crime: Ofensas e Violência Física Relatadas

A gravidade aumenta com acusações de humilhações verbais e físicas. Eli, mãe de aluno, presenciou discussões em reunião escolar na qual o pedagogo riu de relatos de bullying. “Na última reunião, sem a professora, o pedagogo entregou boletins e mães contaram que os filhos chegam em casa reclamando: ela chama de ‘macaco’, ‘gordinho’, ‘quatro olhos’. Ele riu; eu me levantei e disse que bullying é crime sério. Fiquei enojada. Uma educadora não pode fazer isso, nem o pedagogo. A gestão sabia desde o início e nada fez.”Eli criticou a inércia: “O gestor levou ofício à Semed, mas se recusou a dar cópia para não expor sua imagem. Ele prioriza a si mesmo, não o bem-estar das crianças. A educação no Brasil já é precária; em Manaus, gastam milhões em festas enquanto escolas sofrem. Apelo ao prefeito, governador e Semed: investiguem a fundo – há casos de pedofilia silenciados por medo. Coloquem profissionais para palestras anti-bullying. Recentemente, iniciamos um projeto sobre o tema, mas uma professora fazer isso é inadmissível.”

Outro pai, que preferiu não se identificar inicialmente, confirmou agressão física: “Minha filha relatou que a professora deu tapa na cara de um aluno. É sério. Chamado à Semed: apresentem-se na escola, substituam-na agora. Não dá para esperar; é o direito à educação dos nossos filhos.”Os pais enfatizam que o integral foi comprometido: sem substituto, as aulas serão apenas meio período, das 7h às 12h.

IMAGENS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros

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