Ataque terrorista em Jerusalém deixa seis mortos e 12 feridos

Ataque a tiros em ponto de ônibus em Jerusalém deixa seis mortos e 12 feridos, incluindo sete em estado grave.
Redação Imediato Online
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Jerusalém – Um ataque terrorista ocorrido na manhã desta segunda-feira (8) no cruzamento de Ramot, no norte de Jerusalém, resultou na morte de seis pessoas e deixou pelo menos 12 feridos, sete deles em estado grave. Segundo o serviço de emergências israelense Magen David Adom (MDA), o atentado foi perpetrado por dois cidadãos palestinos que abriram fogo contra passageiros de um ônibus na rua Yigal Yadin, por volta das 10h (4h no horário de Brasília). Os agressores foram “neutralizados” no local pelas forças de segurança.

De acordo com o MDA, quatro homens, com idades entre 30 e 50 anos, foram declarados mortos no local, enquanto uma mulher de aproximadamente 50 anos, levada em estado crítico ao hospital, faleceu posteriormente. As características da sexta vítima não foram divulgadas. Entre os feridos, sete sofreram ferimentos graves por disparos, três tiveram ferimentos leves causados por estilhaços de vidro, e dois estão em estado moderado, todos encaminhados a hospitais da região.

O ataque ocorreu em um ponto de ônibus movimentado, onde os agressores, após subirem no ônibus da linha 62, dispararam contra os passageiros, segundo relatos da imprensa israelense. “Os feridos estavam na rua e na calçada, alguns inconscientes. Havia destruição generalizada, vidros quebrados e grande comoção”, relatou um paramédico do MDA. A rápida resposta de um soldado presente no local, que revidou o fogo, foi crucial para neutralizar os atacantes.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, confirmou que os dois perpetradores eram palestinos e classificou o ataque como um ato de terrorismo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) reforçaram a segurança na área e deslocaram militares para a periferia de Ramallah, na Cisjordânia, com o objetivo de combater possíveis novas ameaças. O grupo terrorista Hamas, em comunicado, elogiou o ataque, chamando-o de “operação heroica” e uma “resposta aos crimes de ocupação e genocídio” contra o povo palestino, intensificando as tensões na região já marcadas pelo conflito em Gaza e operações militares na Cisjordânia.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou uma reunião de segurança para avaliar a situação, enquanto o presidente Isaac Herzog condenou o ataque, chamando-o de “absoluto mal” e destacando a luta de Israel contra o terrorismo em múltiplas frentes. A polícia israelense segue investigando possíveis cúmplices, e as autoridades cercaram áreas associadas aos perpetradores para evitar novos incidentes.

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