Veja momento em que militares dos EUA matam 11 pessoas em ataque a barco de drogas da Venezuela

Ataque dos EUA a barco venezuelano resulta em 11 mortes, elevando tensões entre Washington e Caracas.
Redação Imediato Online
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as Forças Armadas americanas realizaram, na terça-feira (2/09), um ataque em águas internacionais do sul do Caribe, destruindo uma embarcação venezuelana que supostamente transportava narcóticos ilegais. A operação, que resultou na morte de 11 pessoas identificadas como membros da gangue Tren de Aragua, marca a primeira ação militar conhecida desde o recente envio de navios de guerra para a região, intensificando as tensões entre Washington e Caracas.

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump declarou: “Nós acabamos, nos últimos minutos, de disparar literalmente em um barco que transportava drogas, muitas drogas.” Ele reforçou a mensagem em sua plataforma Truth Social, compartilhando um vídeo que mostra imagens aéreas de um drone capturando a explosão de uma lancha em chamas. “O ataque resultou em 11 terroristas mortos em ação. Nenhuma força dos EUA foi ferida”, afirmou o presidente, alegando que a embarcação pertencia à Tren de Aragua, gangue venezuelana designada como organização terrorista pelos EUA em fevereiro de 2025.

Trump reiterou acusações de que a Tren de Aragua opera sob o controle do presidente venezuelano Nicolás Maduro, uma alegação negada por Caracas. O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário, mas o ministro Freddy Ñáñez questionou a autenticidade do vídeo, sugerindo que ele poderia ter sido gerado por inteligência artificial, devido à sua aparência “quase caricatural”.

O Pentágono confirmou a realização de um “ataque de precisão” contra uma embarcação operada por uma organização narcoterrorista, mas não divulgou detalhes sobre o tipo ou quantidade de drogas a bordo, nem sobre o método utilizado no ataque. A decisão de destruir a embarcação, em vez de apreendê-la e prender a tripulação, é considerada incomum e remete a táticas usadas contra grupos militantes como a Al Qaeda.

Contexto e Escalada de Tensões

A operação ocorre em meio a um aumento significativo da presença militar dos EUA no sul do Caribe, com o envio de sete navios de guerra, incluindo o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale, além de um submarino nuclear de ataque rápido. A força, que inclui mais de 4.500 marinheiros e fuzileiros navais, faz parte da estratégia da administração Trump para combater cartéis de drogas latino-americanos. Aeronaves de espionagem P-8 também estão sendo usadas para coletar inteligência na região.

O secretário de Estado, Marco Rubio, destacou que as drogas provavelmente tinham como destino Trinidad ou outros países caribenhos, reforçando o compromisso de Trump em combater o tráfico de drogas. “O presidente vai atacar os cartéis onde quer que estejam operando contra os interesses dos EUA”, afirmou Rubio.

A ação militar intensifica as tensões com o governo venezuelano, que acusa os EUA de usar o combate ao narcotráfico como pretexto para uma tentativa de mudança de regime. No último mês, os EUA dobraram a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões, acusando-o de liderar redes criminosas, incluindo a Tren de Aragua e o Cartel de los Soles. Maduro, que nega as acusações, mobilizou tropas ao longo da costa e da fronteira com a Colômbia, além de incentivar a formação de milícias civis, declarando que a Venezuela está em “máxima prontidão” para enfrentar qualquer ameaça.

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