Manaus (AM) – Na manhã desta terça-feira, moradores do quilômetro 4 do Ramal do Brasileirinho, em Manaus, realizaram uma manifestação para cobrar melhorias na infraestrutura da comunidade. Desde as 4 horas da madrugada, a população bloqueou o ramal, interrompendo o tráfego de veículos, incluindo ônibus escolares e de transporte público, em protesto contra o descaso das autoridades com a pavimentação da via. A situação, marcada por lama, poeira e buracos, tem causado prejuízos materiais e acidentes, segundo os manifestantes.
O líder comunitário, em entrevista ao Site Imediato, expressou a indignação dos moradores: “Há três anos, o governo rasgou nosso ramal com promessas de obras que não foram concluídas. Pagamos impostos altos, mas convivemos com lama e poeira, que danificam nossos veículos e prejudicam nossa qualidade de vida.” Ele destacou que mais de 100 pessoas trafegam diariamente pelo trecho, incluindo estudantes e trabalhadores, e que a falta de asfalto tem causado danos materiais, como a necessidade constante de reparos em veículos, além de acidentes graves, alguns com vítimas fatais.Os moradores também criticaram a recente pavimentação de 20 quilômetros em outra área, que, segundo eles, está sendo subutilizada e servindo como “lixeira viciada”, enquanto o Ramal do Brasileirinho permanece em condições precárias. “Aqui tem gente, aqui tem voto. Não aceitamos mais esse descaso. Queremos dignidade e respeito”, afirmou o líder comunitário, exigindo a presença do secretário de obras do estado para esclarecimentos e um compromisso concreto com a comunidade.A manifestação, que reuniu dezenas de moradores, contou com a presença do Corpo de Bombeiros, acionado para apagar pneus incendiados, e da Polícia Militar, que acompanhou o protesto. O bloqueio do ramal causou congestionamentos, afetando trabalhadores e estudantes que dependem da via. Um motorista entrevistado pelo Site Imediato relatou: “A rua está toda acabada. Os ônibus danificam nossos veículos. Apoio a manifestação, porque todos pagamos impostos e merecemos uma via decente.”
Os manifestantes afirmaram que não deixarão o local até que representantes do governo estadual compareçam para dialogar e apresentar uma solução. Eles cobram a conclusão das obras inacabadas, que, segundo a comunidade, já causaram prejuízos significativos. “Não temos juiz, promotor, vereador ou deputado nos apoiando, mas na eleição eles vêm pedir voto. Queremos uma resposta do governador e do secretário de obras”, declarou o vice-presidente da comunidade.
A situação no Ramal do Brasileirinho reflete a insatisfação de uma população que se sente negligenciada pelo poder público. A equipe do Site Imediato permanecerá no local, acompanhando os desdobramentos do protesto e trazendo atualizações em tempo real.
FOTOS: Johnnata Reis
REPORTAGEM: Brenda Souza
EDIÇÃO: Pablo Medeiros