Rodoviários paralisam transporte coletivo a partir de terça (26) por atrasos salariais

Rodoviários de Manaus paralisam serviço devido a atrasos salariais e dificuldades financeiras dos trabalhadores.
Redação Imediato Online
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Manaus, a capital do Amazonas, está prestes a enfrentar uma paralisação significativa no transporte coletivo. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou, no último sábado (23), uma greve geral a partir das 0h de terça-feira (26). A decisão, aprovada em assembleia geral na sexta-feira (22), é um protesto contra atrasos recorrentes no pagamento de salários e benefícios, que, segundo o sindicato, têm comprometido o sustento das famílias dos trabalhadores rodoviários.

A paralisação, que não tem prazo para encerramento, promete impactar milhares de usuários do transporte público na capital amazonense e na região metropolitana. Este artigo detalha os motivos da greve, as medidas propostas pelo sindicato e os possíveis efeitos na mobilidade urbana de Manaus.Motivos da Greve: Atrasos Salariais e Prejuízo aos TrabalhadoresA principal reivindicação dos rodoviários é a regularização dos pagamentos de salários e benefícios, que, segundo o STTRM, têm sofrido atrasos constantes. O sindicato destaca que esses atrasos geram dificuldades financeiras significativas para os trabalhadores, afetando diretamente suas famílias. “Os atrasos recorrentes prejudicam os trabalhadores, comprometendo o sustento das famílias”, afirmou o comunicado oficial do STTRM.

A decisão pela greve foi tomada após uma assembleia geral realizada na sexta-feira (22), onde a categoria expressou sua insatisfação com a falta de avanços nas negociações com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e a Prefeitura de Manaus. O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, também solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) uma liminar para bloquear as contas do Sinetram e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), visando pressionar pela quitação dos débitos.

Medidas para Minimizar Impactos na População

Apesar da paralisação, o STTRM se comprometeu a manter 50% da frota de ônibus em operação, conforme exigido pela Lei nº 7.783/89, que regulamenta greves em serviços essenciais. Um ofício foi enviado ao Sinetram solicitando o remanejamento das linhas para garantir o funcionamento mínimo do transporte coletivo, reduzindo os transtornos para a população manauara.

O sindicato também sinalizou abertura para negociações com o Sinetram e a Prefeitura de Manaus, visando uma solução que contemple as demandas dos trabalhadores sem paralisar completamente o sistema. Até o momento, o Sinetram não se pronunciou oficialmente sobre o movimento grevista, e a população aguarda atualizações sobre possíveis acordos.

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