Governo do Amazonas planeja 40 mil cirurgias em mutirão até o fim de 2025 para reduzir filas

Governo do Amazonas planeja realizar mais de 40 mil cirurgias em mutirão até 2025 para reduzir filas de espera por procedimentos eletivos.
Redação Imediato Online
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Manaus (AM) – O Governo do Amazonas anunciou um ambicioso mutirão de cirurgias, o programa Opera Mais Amazonas, com a meta de realizar mais de 40 mil procedimentos até o final de 2025, sendo 30 mil na capital, Manaus, e 10 mil no interior do estado. O objetivo é reduzir significativamente as filas de espera por cirurgias eletivas, com um investimento total de R$ 186,6 milhões, sendo R$ 155 milhões do governo estadual e R$ 31 milhões do governo federal. De janeiro a julho de 2025, o estado já realizou 201 mil cirurgias, superando em quase 15% a meta de 281 mil procedimentos estabelecida para o ano.

O programa prioriza especialidades com maior demanda, como cirurgia geral (redução de 83% nas filas), ginecologia (78%), urologia (70%), ortopedia (57%), oftalmologia (34%) e dermatologia (17%). As unidades de saúde envolvidas incluem o Hospital Delphina Aziz, Fundação Adriano Jorge, Fundação Alfredo da Mata, Maternidade Chapot Prevost, Instituto da Criança e Hospital Dr. Fajardo. Para alcançar esses números, o governo implementou estratégias como a ampliação do funcionamento das salas cirúrgicas para o período noturno, fins de semana e feriados, além de um modelo de credenciamento que paga médicos ou empresas por produção, otimizando a eficiência.

A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou a priorização de cirurgias oftalmológicas, como catarata, além de procedimentos gerais, como colecistectomias (retirada de vesícula) e herniorrafias (correção de hérnias), que apresentavam alta demanda no sistema regulador. “Conseguimos otimizar a capacidade instalada, com estruturas físicas, equipamentos e recursos humanos, reduzindo o tempo de espera dos pacientes”, afirmou Maksoud. A estratégia inclui um circuito organizado que agiliza exames de risco cirúrgico e a resolução dos casos.

Desafios no Interior e Uso de Tecnologia

O governador Wilson Lima enfatizou os desafios logísticos para atender o interior do Amazonas, onde a falta de profissionais especializados é agravada pelos altos custos cobrados por médicos, que chegam a R$ 70 mil a R$ 80 mil por 15 dias de trabalho em municípios distantes. Para superar essas barreiras, o governo aposta em tecnologia, como o programa Saúde AM Digital, que utiliza telemedicina e inteligência artificial. O sistema de telediagnóstico entrega laudos de exames como eletrocardiograma, raio-X e mamografia em até 10 minutos, com resultados enviados diretamente ao paciente e ao médico solicitante via aplicativo. “Estamos fazendo uma virada de chave, otimizando o trabalho e trazendo modernidade para aumentar a capacidade de atendimento”, declarou Lima.

Outras Iniciativas e Perspectivas

Além do mutirão, o governo planeja fortalecer a infraestrutura hospitalar, com destaque para discussões sobre o uso do Hospital do Sangue, em parceria com a Fundação Hemoam, para otimizar sua estrutura e ampliar atendimentos. A gestão também investiu R$ 815 milhões em 2024 para custeio, ampliação e manutenção de serviços no interior, um aumento de 80% em relação a 2019, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Entre 2019 e 2024, cerca de 10 mil pacientes do interior foram transportados para Manaus por UTIs aéreas, e polos como Tefé, Parintins e Tabatinga receberam UTIs para atendimentos de alta complexidade.

O programa Saúde Amazonas Interior, lançado em fevereiro de 2025, prevê repasses diretos aos municípios, garantindo maior autonomia administrativa e planejamento para assistência básica, média e alta complexidade. O estado também utiliza carretas da saúde e o Barco Hospital São João XXIII, que realizaram mais de 15 mil exames e consultas em 2024, reforçando o atendimento itinerante.

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