Rio de Janeiro – Um intenso tiroteio entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP) no Morro do Fubá, na zona norte do Rio, resultou na morte de Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida pelo apelido de “Diaba Loira”.
De acordo com informações da polícia, o corpo da jovem foi encontrado fora da área de confronto, enrolado em um lençol e vestido de preto. Nas redes sociais, circula um vídeo que mostra Eweline com os cabelos cortados, em uma possível ação de humilhação antes de sua execução.
A Polícia Militar segue monitorando a região devido ao risco de novos conflitos entre as facções.
Da sobrevivência ao feminicídio ao mundo do crime
Eweline ganhou notoriedade em 2022, quando sobreviveu a uma tentativa de feminicídio cometida pelo ex-marido, em Santa Catarina. Na época, ela foi esfaqueada no pulmão durante uma discussão por dinheiro e precisou passar por uma cirurgia de emergência.
Após o episódio, Eweline passou a se envolver cada vez mais com o tráfico. Entre 2023 e 2024, acumulou prisões e chegou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica.
Inicialmente ligada a facções catarinenses, ela migrou para o Rio de Janeiro, onde atuou primeiro no Comando Vermelho e depois no Terceiro Comando Puro. Essa mudança de lado a colocou na condição de jurada de morte pelos antigos aliados.
Vida de ostentação e provocações
Nas redes sociais, onde somava cerca de 70 mil seguidores, Eweline publicava vídeos ostentando armas de grosso calibre, debochava de inimigos e chamava rivais de “despreparados”. A “Diaba Loira” também dizia não ter medo e fazia questão de provocar ex-companheiros de facção.
A polícia investiga se sua morte está diretamente ligada a uma disputa interna entre os grupos criminosos e não descarta novas operações no Morro do Fubá nos próximos dias.