O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, de 41 anos, foi alvo de busca e apreensão na Operação Caixa Preta, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30), que investiga crimes eleitorais nas eleições municipais de 2024 em Roraima. A operação, que também atingiu a deputada federal Helena da Asatur (MDB) e seu marido, o empresário Renildo Lima, resultou no bloqueio de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
O que aconteceu?
A Operação Caixa Preta teve início após a prisão de Renildo Lima em setembro de 2024, quando foi flagrado com R$ 500 mil, parte escondida na cueca, durante o período eleitoral. A PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Boa Vista (RR) e na sede da CBF, no Rio de Janeiro. As investigações apontam suspeitas de compra de votos, com Xaud e Helena, ambos do MDB e aliados políticos, no centro do esquema. Segundo o G1, agentes estiveram na residência de Xaud e na CBF entre 6h24 e 6h52, sem apreensão de materiais, mas com ordens judiciais para coletar evidências.
Quem é Samir Xaud?
Samir Xaud, médico e ex-goleiro, foi eleito presidente da CBF em maio de 2025, aos 41 anos, sendo o mais jovem a ocupar o cargo. Filho de Zeca Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol (FRF) desde 1975, ele assumiu a CBF com a chapa “Futebol para Todos”, prometendo transparência e modernização. Contudo, sua trajetória é marcada por polêmicas. Xaud responde a uma ação por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Roraima, acusado de falsificar documentos como diretor do Hospital Geral de Roraima (HGR), causando prejuízo de R$ 1,4 milhão. Ele nega as acusações, alegando não haver indícios de irregularidades.
Contexto e antecedentes
As investigações da Operação Caixa Preta reforçam o histórico de escândalos envolvendo aliados de Xaud. Sua sócia na Life Fitness, Simone Bekel, foi presa em 2018 por fraudes em contratos de alimentação em presídios. Suas irmãs, Samara e Sandrea, têm ligações com políticos investigados, incluindo o senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca em 2020. Apesar de Xaud apresentar certidões negativas, sua família e aliados enfrentam denúncias recorrentes de corrupção