A manhã desta sexta-feira (25) foi marcada por emoção e busca por justiça no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, onde ocorre o julgamento do caso de Andrew, um motoboy de 20 anos morto em 30 de março de 2021, no bairro União, zona Centro-Sul da cidade. O jovem foi baleado durante uma ação policial, e a família alega que ele foi executado pelas costas, sem chance de defesa.
O que aconteceu?
Endrio voltava do trabalho quando foi abordado por policiais militares no bairro União. Segundo o delegado à época, os PMs relataram ter recebido uma denúncia de tentativa de assalto e afirmaram que Endrio e outro jovem, que estavam em uma motocicleta, reagiram à abordagem. No entanto, a família e testemunhas negam essa versão. “Ele não reagiu. Meu filho foi executado covardemente com quatro tiros pelas costas”, disse a mãe do jovem, visivelmente abalada, em entrevista ao site Imediato.
Ela destacou que Endriopera trabalhador, não tinha envolvimento com crimes e teve documentos e celular desaparecidos após o ocorrido.A advogada da família reforçou que não há provas de troca de tiros. “O laudo residográfico das mãos de Endrio testou negativo para pólvora, e testemunhas confirmam que ele não reagiu”, afirmou. A acusação sustenta que o jovem foi vítima de uma execução sumária, e a família pede a condenação dos policiais envolvidos.
O julgamento
O julgamento, iniciado hoje (25) no Fórum Henoch Reis, é acompanhado por familiares, amigos e moradores do bairro União, que carregam cartazes exigindo justiça. A mãe de Endrio enfatizou: “Meu filho nunca foi bandido. Só queremos que a justiça seja feita, porque a de Deus não falha”. A sessão, presidida pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri, deve ouvir testemunhas e analisar as provas apresentadas pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).