Grávida de 7 meses denuncia erro em diagnóstico de óbito fetal em maternidade municipal de Manaus

Grávida de 7 meses denuncia erro em diagnóstico de óbito fetal em maternidade municipal de Manaus.
Redação Imediato Online
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Uma experiência de angústia e revolta marcou a vida de Jéssica Oliveira, grávida de 7 meses, que recebeu um diagnóstico errado de óbito fetal na Maternidade Moura Tapajós, em Manaus, no último dia 8 de julho. A história, que poderia ter tido um desfecho trágico, terminou com alívio graças à insistência de Jéssica em buscar uma segunda opinião, revelando uma grave falha no atendimento médicoJ éssica, que aguardava a chegada de seu filho Jorge, procurou a maternidade sentindo fortes dores pélvicas.

Com a pressão arterial normal (11 por 8), ela esperava apenas receber medicação para aliviar o desconforto. No entanto, após exames, foi informada pela médica que os batimentos cardíacos do bebê não foram detectados. Encaminhada para uma ultrassonografia, realizada sem a presença de acompanhante, o diagnóstico de óbito fetal foi confirmado em menos de três minutos. “Eu me desesperei. Até então, sentia meu bebê mexer normalmente. Não fazia sentido”, relatou Jéssica.

Apressada para a internação e indução do parto, Jéssica questionou o diagnóstico, afirmando que continuava sentindo os movimentos do bebê. A resposta da equipe médica foi que os movimentos seriam “gases”. Com a pressão arterial subindo para 16 por 10 e os batimentos cardíacos acelerados, ela recebeu uma medicação desconhecida.

A situação mudou quando outra paciente, em emergência, ocupou o leito que seria de Jéssica, adiando o procedimento. Foi nesse intervalo que ela decidiu procurar outra unidade de saúde.

Na Maternidade Dona Lindu, onde teve sua filha mais velha, novos exames foram realizados. Para sua surpresa e alívio, os médicos detectaram os batimentos cardíacos do bebê, que estava saudável. “Parecia que eu tinha acordado de um pesadelo. Minha pressão subiu de emoção, mas o médico me acalmou e disse que era só repousar, que meu bebê estava bem”, contou

Revolta e busca por justiça

A felicidade de saber que seu filho estava vivo veio acompanhada de revolta. Jéssica voltou à Maternidade Moura Tapajós para confrontar a equipe, mas não encontrou a médica nem o responsável pela ultrassonografia. “Eu precisava mostrar o que fizeram comigo. Não fui a primeira e não seria a última”, desabafou.

Determinada, ela acionou uma advogada e entrou com uma ação judicial contra a maternidade e os profissionais envolvidos. Uma denúncia também será feita ao Conselho Regional de Medicina. “Só vou descansar quando a justiça for feita”, afirmou.

Um alerta para outras mães

A experiência de Jéssica serve como alerta. “Não aceitem o primeiro diagnóstico se acharem que algo está errado. Procurem uma segunda opinião. Isso pode salvar a vida do bebê de vocês”, enfatizou.

A jovem mãe, que já prepara as roupinhas de Jorge – nome escolhido em homenagem ao bisavô –, também está mobilizando uma vaquinha online para construir um quarto para o bebê, já que transformou o espaço de casa em uma clínica de estética para trabalhar.

A meta é arrecadar R$ 5 mil, e mais de R$ 3 mil já foram coletados. Doações podem ser feitas via Pix (pequenolardejorgevakinha@gmail.com) ou por contato direto no WhatsApp 92 99971-7411.

A espera por Jorge

Enquanto aguarda a chegada de Jorge, Jéssica mantém a esperança de que sua história inspire outras mães e sensibilize as autoridades sobre a importância de um atendimento médico humanizado e preciso. “Quero que ninguém passe pelo que eu passei. Foi desesperador”, finalizou.

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