Mãe de bebê morta em Jutaí tem prisão preventiva revogada pela Justiça

Justiça revoga prisão preventiva da mãe de bebê estuprada e morta em Jutaí, no Amazonas.
Redação Imediato Online
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Por Cristiana Tavares

A Justiça do Amazonas revogou, nesta segunda-feira (7), a prisão preventiva de Vitória Assis Nogueira, mãe da bebê Lailla Vitória, de 1 ano e 7 meses, estuprada e morta em setembro de 2024 no município de Jutaí, no interior do estado. Além dela, outros quatro réus investigados pelo assassinato de Gregório Patrício da Silva também foram colocados em liberdade.

Gregório foi apontado como o autor do crime contra a criança. Ele acabou sendo retirado da delegacia por moradores revoltados, espancado e queimado em via pública. O caso ganhou repercussão nacional devido à violência dos fatos e ao linchamento público do suspeito.

Vitória foi presa sob suspeita de envolvimento na morte de Gregório. Segundo os advogados de defesa, Vilson Benayon e Mayara Bicharra, a cliente passou por um processo de “dupla punição”, ao perder a filha e permanecer detida por oito meses, mesmo sem conclusão do processo.

Prisão revogada por excesso de prazo

Durante a audiência que durou mais de 11 horas, foram ouvidas mais de dez testemunhas, entre elas policiais civis, militares e guardas municipais. A defesa argumentou que a prisão preventiva já havia excedido o prazo legal. O Ministério Público do Estado concordou com o pedido.

O juiz responsável pelo caso reconheceu o excesso de tempo e determinou a soltura dos cinco réus, com imposição de medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. Entre elas estão a proibição de sair da comarca e a obrigatoriedade de comparecimento periódico à Justiça.

Processo segue em andamento

Apesar da decisão, o processo criminal continua em curso. Uma nova audiência deverá ser marcada para dar prosseguimento às investigações e possíveis responsabilizações.

Relembre o caso

A bebê Lailla Vitória foi dada como desaparecida em setembro de 2024. Conforme as investigações, o principal suspeito, Gregório Patrício, teria estuprado e matado a criança, jogando seu corpo no rio próximo ao porto de Jutaí. A informação foi confirmada após a análise de imagens de câmeras de segurança e a confissão do suspeito.

Após a prisão, Gregório foi mantido na 56ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município. No entanto, moradores invadiram a unidade, retiraram-no à força e o lincharam em praça pública. Ele não resistiu aos ferimentos e teve o corpo incendiado no local.

Além da mãe da vítima, outras três pessoas — Abraão Ferreira, de 32 anos; David Freitas, de 23; e Mateus Lopes, de 25 — foram detidas, suspeitas de envolvimento na morte do acusado.

O caso segue em investigação pela Justiça e pela Polícia Civil do Amazonas.

Foto: Divulgação/PC-AM

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