Manaus (AM), 04/07/2025 – Uma disputa judicial pela guarda do pequeno Enrico, de 6 anos, ganhou visibilidade nos últimos dias após a auxiliar administrativa Maria Brito, de 29 anos, relatar à imprensa e nas redes sociais que estaria sendo impedida de ver o filho há mais de quatro meses. A entrevista, concedida no dia 1º de julho ao Imediato, comoveu muitos internautas e mobilizou seguidores em sua defesa.
No entanto, nesta quinta-feira (04), o pai da criança decidiu se manifestar publicamente, apresentando documentos, prints, vídeos e a própria decisão judicial para rebater as alegações da mãe. Ele afirma que nunca quis afastar o filho da convivência materna, mas tomou a decisão de pedir a guarda após situações que, segundo ele, colocariam a segurança da criança em risco.
A versão da mãe – Medida protetiva, afastamento e saudade
Na entrevista concedida ao Imediato, Maria Brito alegou que perdeu a guarda do filho após o ex-companheiro apresentar à Justiça um vídeo em que o atual parceiro dela supostamente aparece armado. Ela afirma que tudo teria sido forjado, que o vídeo foi mal interpretado e que seu então companheiro não estava armado.
“Disseram que ele estava com uma faca, mas não havia faca nenhuma. Foi um tapa, não uma agressão armada. Usaram esse vídeo para tirar meu filho de mim”, afirmou Maria, emocionada.
Maria também relatou que o filho teria pedido, em uma das poucas visitas permitidas, para morar com ela novamente, demonstrando saudade da mãe, da casa e de seus brinquedos. A visita, segundo ela, ocorreu por apenas quatro horas, sob supervisão de uma pessoa indicada pelo pai da criança.
A advogada de Maria, Dra. Adriane Magalhães, classificou o processo como “uma aberração jurídica” e denunciou suposta negligência da Justiça, que até hoje não teria realizado o estudo psicossocial determinado em dezembro de 2024.
A versão do pai – Violência, prints e histórico do atual parceiro da mãe
Em resposta à entrevista, o pai da criança, que possui atualmente a guarda provisória, apresentou sua versão ao Imediato nesta quinta-feira (04/07). Ele afirma que a decisão judicial foi fundamentada e que agiu por precaução diante do comportamento do então namorado de Maria, Brian, que, segundo ele, tem envolvimento com tráfico de drogas e histórico de agressividade.
“Ninguém sai de casa com uma faca para conversar. E ela sabia que ele estava armado. Eu recebi prints, denúncias e até uma tabela de venda de drogas que, segundo os registros, estaria vinculada ao número do Pix dele”, disse o pai.
Ele apresentou à reportagem conversas e denúncias anônimas recebidas por redes sociais. Em uma delas, uma pessoa afirma que já viu Maria dentro do carro com o parceiro durante supostas entregas de entorpecentes.
Além disso, o pai afirma que nunca impediu o filho de ter contato com pessoas próximas à mãe, citando que a própria madrinha da criança, amiga íntima de Maria, é quem acompanha as visitas supervisionadas atualmente.
Reviravolta após vídeo e nova suspensão
Segundo o pai, após audiência de conciliação realizada em setembro de 2024, as visitas maternas haviam sido retomadas normalmente, de forma quinzenal. No entanto, em janeiro deste ano, ele teria recebido um vídeo onde Maria aparece novamente com Brian – o que, para ele, contraria o acordo judicial.
“Ela havia afirmado em audiência que não mantinha mais nenhum tipo de relação com ele. Quando vi o vídeo dos dois juntos com meu filho, entrei novamente na Justiça. Não posso esperar o pior acontecer para agir”, relatou.
Com isso, segundo ele, a Justiça voltou a suspender as visitas, permitindo apenas encontros monitorados.
Divergências sobre o bem-estar da criança
Outro ponto de conflito é o estado físico e emocional do menino. Maria afirma que recebeu relatos de que o filho estaria “abaixo do peso e machucado”. O pai nega veementemente.
“A própria madrinha, que é amiga dela, esteve com ele e viu que estava saudável. Ele não está abaixo do peso, nem tem marcas. Nunca falei mal da mãe dele. Ele vai crescer e vai entender tudo”, disse.
Processo segue na Justiça e aguarda estudo psicossocial
Ambos os lados afirmam confiar na Justiça e aguardam um desfecho. O processo, que tramita sob sigilo, deve incluir em breve um laudo técnico do vídeo que motivou a mudança da guarda, além do estudo psicossocial pendente há sete meses.
Enquanto isso, o caso segue mobilizando a opinião pública, com seguidores apoiando ambos os lados da história. O Imediato continuará acompanhando os desdobramentos.