Flutuante é removido sem permissão em Iranduba, causando prejuízos ao dono

Remoção não autorizada de flutuante particular por empresa de estaleiro causa prejuízos ao proprietário durante tratamento médico.
Redação Imediato Online
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Valdecir Oliveira, morador de Iranduba, no Amazonas, denunciou a remoção não autorizada de seu flutuante por uma empresa de estaleiro, identificada como ONC Navegação e Comércio, enquanto ele buscava tratamento médico em Manaus. O caso, relatado ao site Imediato por meio do número de denúncias 99311-0060, ocorreu na região próxima à margem direita do Rio Negro, onde a empresa opera um estaleiro. A remoção causou danos materiais, incluindo a destruição do telhado de alumínio do flutuante, com prejuízos estimados em cerca de R$ 5.000.

Detalhes do caso

Valdecir Oliveira, afastado do trabalho desde 2021 devido a problemas crônicos na coluna, estava em Manaus para tratamento médico quando foi informado por vizinhos que seu flutuante foi desamarrado e rebocado sem sua permissão. Segundo ele, a ONC Navegação e Comércio, que opera um estaleiro na área, removeu a estrutura para abrir espaço para suas balsas, sem qualquer aviso ou autorização. “Eles desamarraram e puxaram. O telhado, que troquei por quase R$ 5.000, ficou amassado. Quebraram a ponte de acesso e o fio de energia”, relatou Valdecir ao Imediato.

Imagens gravadas por um morador local mostram o momento em que o flutuante era rebocado por um barco da empresa, confirmando a ação sem consentimento. Valdecir possui documentação do flutuante, incluindo contas de água e luz e um contrato de compra e venda, comprovando sua propriedade. Ele destaca que o estaleiro, instalado há cerca de dois anos, tem causado transtornos recorrentes, como o despejo de terra na frente do flutuante e a quebra de postes de energia.

Impactos e prejuízos

A remoção não autorizada gerou danos significativos ao flutuante, que Valdecir não pode mais ocupar regularmente devido à deterioração e à falta de recursos para reparos. “Estou afastado, vivo da ajuda dos meus filhos. Gastei para recuperar o flutuante, mas agora não consigo morar lá direito”, desabafou. Ele também relatou que a operação do estaleiro representa um risco à segurança da comunidade, com balsas passando a poucos metros dos flutuantes, especialmente durante ventos fortes.

O flutuante de Valdecir não é o único afetado. Ele mencionou que outros moradores, como o “senhor Júlio” e outro vizinho, também enfrentam problemas com a proximidade das embarcações do estaleiro, que opera próximo a uma via pública onde passam motos e carros. “Se vier um vento forte, pode matar todo mundo”, alertou.

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