MANAUS (AM) – A tragédia que tirou a vida da biomédica Giovana Ribeiro, de 29 anos, grávida de sete meses, após um acidente de moto causado por um buraco na avenida Djalma Batista, continua comovendo e revoltando a população de Manaus. A jovem caiu da garupa de uma motocicleta e sofreu traumatismo craniano grave. Ela e o bebê, que se chamaria Maria, não resistiram.
O acidente aconteceu no dia 19 de junho, por volta das 6h da manhã, quando Giovana voltava de moto com o marido. Eles trafegavam pela Djalma Batista, uma das avenidas mais movimentadas da capital amazonense, quando passaram por um trecho com buracos e falhas na pavimentação. O impacto fez a jovem cair violentamente e bater a cabeça no chão. Mesmo com socorro, Giovana teve morte cerebral confirmada horas depois. A bebê também não sobreviveu.
O caso gerou grande comoção e reações nas redes sociais contra o abandono das vias públicas em Manaus. Internautas, amigos e familiares responsabilizam diretamente a Prefeitura pela tragédia, apontando o descaso com a infraestrutura da cidade.
Nesta semana, a irmã de Giovana, Gisela Junqueira, publicou uma sequência de mensagens emocionantes, revelando o vínculo profundo com a vítima e o sonho compartilhado com a chegada da pequena Maria.
“Giovana era minha Dra favorita. Trabalhamos juntas no começo de tudo. Eu era sua maior fã e admiradora. Ela também fazia questão de me elogiar e valorizar nosso trabalho”, escreveu Gisela.
Ela contou ainda que tinha passagens compradas para o dia 28 de junho, planejando fazer uma surpresa à irmã e acompanhar o nascimento da sobrinha.
“Esperamos tanto a Maria… Eu brincava que ia sequestrar a Maria pro Paraná. Ela falava que, se algo acontecesse com ela, eu seria a outra mãe da Maria.”
O velório de Giovana foi marcado por comoção, homenagens e pedidos por justiça. O caso reacendeu o debate sobre a omissão do poder público diante da precariedade das ruas da capital e cobrou medidas urgentes da Prefeitura de Manaus e do prefeito David Almeida (Avante), responsabilizados por não resolverem os problemas estruturais das vias da cidade.
A família de Giovana estuda acionar a Justiça contra o município por negligência e omissão, enquanto o sentimento de revolta ainda ecoa entre amigos, moradores e a população manauara, que diariamente enfrenta os mesmos riscos.