MANAUS (AM) – A dona de casa Diana Ramos vive, há mais de um ano, uma batalha diária para conseguir o exame neurológico necessário para o filho João Miguel, de apenas 3 anos. O menino apresenta sinais claros de autismo, mas ainda não tem diagnóstico fechado por falta de acesso ao exame indicado por especialistas. A criança está cadastrada no Sistema de Regulação (Sisreg) desde 2023, mas até hoje não conseguiu nem a consulta com neurologista nem a realização do exame.
Segundo Diana, o diagnóstico é fundamental para que João possa receber o acompanhamento médico adequado, iniciar o uso de medicação e, principalmente, garantir o apoio necessário no ambiente escolar. “Ele grita muito à noite, não dorme bem e ainda não fala. Tem três anos e só emite algumas palavras isoladas. O médico que o atendeu no ICAM pediu o exame para confirmar o autismo, porque ele precisa de remédio para se acalmar”, relata a mãe.
Além dos desafios de saúde, Diana também enfrenta dificuldades financeiras. Sem condições de pagar pela consulta e o exame na rede particular, ela mora de aluguel com o filho e diz já ter buscado apoio por diversas vias, sem sucesso. “É muito caro. Tentei por fora, mas não consigo pagar. Moro de aluguel e cuido dele sozinha”, contou.
João Miguel está em fase de preparação para ingressar na escola, mas o laudo médico é exigido pela unidade de ensino para que ele possa ter um atendimento especializado. “Sem o laudo, a escola não sabe como lidar com ele. Ele é muito sensível ao toque e se assusta com barulhos. Precisa de acompanhamento”, diz Diana.
A situação, que se arrasta há um ano, ainda não recebeu atenção da rede pública de saúde, e a mãe faz um apelo às autoridades do Amazonas e a quem puder contribuir com qualquer tipo de ajuda — seja com indicação de serviços gratuitos, profissionais voluntários ou apoio financeiro.
📞 Quem quiser ajudar, pode entrar em contato diretamente com a mãe, Diana Ramos, pelo número: (92) 99132-5429.

Foto: Tarcísio Heden