Resgate de brasileira na Indonésia: Operação interrompida pelo terceiro dia consecutivo

Operação para salvar brasileira perdida no Monte Rinjani, na Indonésia, enfrenta dificuldades por causa do terreno e condições climáticas adversas.
Redação Imediato Online
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A operação de resgate da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que sofreu uma queda de cerca de 300 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, foi novamente suspensa nesta segunda-feira (23/06) devido a condições climáticas adversas, incluindo forte neblina e chuva. A publicitária de Niterói (RJ), que está desaparecida desde a madrugada de sábado (21/06, horário local), aguarda socorro há mais de 60 horas em um local de difícil acesso, próximo à cratera do vulcão de 3.726 metros de altitude.

Detalhes do Acidente

Juliana Marins, que realizava um mochilão pelo Sudeste Asiático desde fevereiro de 2025, participava de uma trilha guiada de três dias no Monte Rinjani, contratada pela agência local Ryan Tour, quando caiu por volta das 19h de sexta-feira (20/06, horário de Brasília), equivalente às 5h de sábado (21/06, horário local). Segundo relatos da família, Juliana sentiu cansaço extremo durante a subida e pediu para descansar, mas o guia, identificado como Ali Mustafa, instruiu que ela ficasse sozinha enquanto o grupo de cinco turistas seguia em frente. Ao retornar, o guia encontrou apenas a lanterna dela, cerca de 200 a 300 metros abaixo da trilha, em um desfiladeiro íngreme.

A jovem foi localizada por turistas espanhóis às 8h30 de sábado (21/06, horário de Brasília), que usaram um drone para registrar sua posição e alertaram a família via redes sociais. Imagens mostram Juliana consciente, mas debilitada, possivelmente com lesões na perna e em estado de choque, sem acesso a água, comida ou agasalhos. Desde então, ela não foi mais vista, com a última confirmação visual às 17h30 de sábado por um drone de outro grupo de trilheiros.

Dificuldades no Resgate

A operação de resgate, conduzida pela Agência de Busca e Salvamento da Indonésia, enfrenta desafios devido ao terreno rochoso, solo arenoso e condições climáticas severas, típicas da temporada de chuvas na região. No domingo (22/06), as equipes avançaram apenas 250 metros dos 600 metros necessários para alcançar o ponto onde Juliana foi avistada, mas recuaram devido à baixa visibilidade e à falta de cordas adequadas. Nesta segunda-feira, as buscas foram novamente suspensas, conforme relatado pela irmã de Juliana, Mariana Marins, em redes sociais.

A família acusa as autoridades indonésias de lentidão, falta de planejamento e desinformação. Inicialmente, a Embaixada do Brasil em Jacarta e o Parque Nacional Gunung Rinjani divulgaram que Juliana havia recebido suprimentos

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